<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0"><channel><atom:link rel="hub" href="http://tumblr.superfeedr.com/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"/><description>Alfredo Passos, Prof.Dr. (professor universitário, autor livros, blogueiro, adora livros, cinema, música e andar a cavalo). Mais sobre autor em http://about.me/alfredopassos</description><title>Universitários</title><generator>Tumblr (3.0; @alfredopassos)</generator><link>http://alfredopassos.tumblr.com/</link><item><title>É possível uma revolução empreendedora no setor tecnológico da América Latina?</title><description>&lt;p&gt;Quatro companheiros de uma universidade decidiram criar em 2011 um site de buscas de descontos, promoções e vantagens para os usuários que tenham um ou mais cartões de crédito e débito. Assim nasceu a Skonto, que se converteu no primeiro aplicativo argentino a fazer parte da Store, a loja de aplicativos da Microsoft para o Windows 8. Embora Diego Verzino e Federico Del Pup, estudantes de marketing e idealizadores do empreendimento, tenham contado com o apoio da UADE (Universidade Argentina da Empresa) e com a participação de outros estudantes especializados em informática, esperam atingir um ponto de equilíbrio para que a empresa tenha condições de se autofinanciar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Skonto é uma das várias empresas de perfil tecnológico que estão surgindo por toda a região nos últimos tempos. Tanto é assim que alguns especialistas acreditam que esteja em andamento uma verdadeira revolução cultural no setor empresarial. No dia 13 de outubro do ano passado, a &lt;em&gt;Economist&lt;/em&gt; repercutia esse fenômeno com a publicação do artigo &amp;#8220;O fascínio do Chilecon&amp;#8221; [&lt;em&gt;The  lure of Chilecon&lt;/em&gt;], em que destacava as políticas públicas adotadas pelo país através da Start-Up Chile, uma iniciativa surgida em 2010 para atrair profissionais da área de tecnologia com o objetivo de criar um Vale do Silício em pequena escala.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;A iniciativa consiste basicamente num projeto em que o Estado chileno investe juntamente com outros investidores em determinados locais a fundo perdido&amp;#8221;, observa &lt;a href="http://www.ie.edu/business-school/faculty-research/faculty/paris-de-letraz?_adptlocale=en_US" target="_blank"&gt;Paris de l´Etraz&lt;/a&gt;, diretor do &lt;a href="http://www.ie.edu/business-school/student-alumni-services/entrepreneurship/venture-lab" target="_blank"&gt;Venture Lab&lt;/a&gt;do IE Business School, cujo propósito é o desenvolvimento e a consolidação de empresas start-up. A instituição estatal entra com 90% dos fundos para o desenvolvimento do projeto até US$ 40.000, &amp;#8220;mas não se trata de se transformar em investidor, já que seu objetivo é apenas ajudar as empresas locais a crescer. Se chega um empreendedor com referências, qualificado, ele passa a tomar parte do investimento&amp;#8221;, acrescenta De l&amp;#8217;Etraz. Graças a essa iniciativa em que os empreendedores têm de permanecer no país pelo menos sete meses, o Chile é hoje o país onde mais se valoriza a iniciativa empresarial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todavia, as comparações com o Vale do Silício talvez sejam exageradas, observa De l&amp;#8217;Etraz, que acaba de participar de vários Venture Days na América Latina, onde são apresentadas start-ups a um público de investidores locais e internacionais. &amp;#8220;As pessoas acham que é fácil replicar o Vale do Silício, mas seu ecossistema empreendedor é muito especial.&amp;#8221; Para ele, o que mais chama a atenção é o fato de que os investidores-anjos têm experiência prévia como empreendedores e, portanto, &amp;#8220;conhecem a mentalidade empreendedora, sabem identificar uma empresa e uma equipe empreendedora, têm como avaliá-la e fazê-la crescer&amp;#8221;. Todavia, na maior parte dos países do mundo, inclusive na América Latina, os investidores-anjos ou os que dirigem fundos de investimentos não têm perfil empreendedor, vivem de bancos de investimentos e agora investem em empresas. &amp;#8220;A mentalidade do investidor-banqueiro se ocupa em fazer transações, e não em empreender.&amp;#8221; Por isso, disse, &amp;#8220;é preciso trocar o &lt;em&gt;chip&lt;/em&gt; do investidor&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por outro lado, o Vale do Silício conta com duas das mais prestigiadas universidades de engenharia do mundo — Berkeley e Stanford —, além de haver uma diversidade muito difícil de replicar, constituída por gente extremamente brilhante vinda de todas as partes do mundo. Muitos lugares tentaram imitar o modelo do Vale do Silício, e alguns foram bem-sucedidos, como Israel, &amp;#8220;mas se trata de um caso especial, porque o país recebe muito dinheiro dos EUA e existem ali inúmeros investidores e fundos de origem americana. Além disso, a cultura local é muito empreendedora&amp;#8221;, diz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É verdade que as barreiras de semelhança com o Vale do Silício estão caindo, observa De l&amp;#8217;Etraz. Ele diz que países como a Espanha estão se convertendo em um bom destino para a criação de start-ups porque &amp;#8220;os salários abaixaram e os profissionais têm bom nível de educação e experiência técnica, assim como uma boa qualidade de vida, ao passo que no Vale do Silício os salários são proibitivos&amp;#8221;. De l&amp;#8217;Etraz cita como exemplo a Tyba, uma empresa de estudantes estrangeiros radicada na Espanha que ajuda a fazer a ligação das empresas com jovens talentos através da Internet.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As mesmas condições ocorrem em vários países da América Latina. Javier Zúñiga, diretor do curso de engenharia da computação da UADE, na Argentina, lembra que o país conta, além disso, com &amp;#8220;um capital humano de excelente qualidade, com boa formação e nível de inglês para projetos ou trabalhos internacionais, o que é fundamental para a TI&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Obstáculos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seja com for, ainda há obstáculos a serem superados. O argentino Del Pup, de 29 anos, se queixa da falta de financiamento de risco tanto em seu país como no resto da região. Ele acrescenta que não há tampouco entidades governamentais que apoiem o empreendedor, &amp;#8220;embora o mundo da Internet esteja crescendo e precise de impulso&amp;#8221;.   &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De l&amp;#8217;Etraz acrescenta que em uma visita recente à Argentina, observou um clima de nervosismo entre os empreendedores devido à falta de confiança dos estrangeiros no mercado local, o que tem levado muitas start-ups a migrarem para outros países. &amp;#8220;No Venture Day do México, havia vários projetos argentinos. Na Colômbia também. O argentino é muito empreendedor e faz boa propaganda de si. O país oferece muitas oportunidades, mas enquanto a situação política não se estabilizar, não crescerá como deveria crescer.&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Martín Vivas, facilitador em Buenos Aires da Startup Weekend, uma iniciativa que propõe a criação de empresas em três dias apenas, reconhece que os fundos de investimentos não chegam até a Argentina. &amp;#8220;O investidor procura gerar uma relação com os empreendedores e, nesse sentido, estamos ainda um pouco distantes de consegui-lo&amp;#8221;, acrescenta o facilitador e também membro do Palermo Valley, uma comunidade de empreendedores cujo objetivo é impulsionar a indústria da Internet através, por exemplo, de viagens a outros mercados. Nas visitas que fizemos ao Vale do Silício, por exemplo, &amp;#8220;vimos projetos de outros países que não tinham diferença alguma em relação ao nosso. Nosso profissionais são muito qualificados&amp;#8221;, diz orgulhoso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Independentemente do contexto de cada país ou região, De l&amp;#8217;Etraz observa que resta um problema crucial a ser resolvido: a prática de políticas fiscais favoráveis aos investidores-anjos, como a concessão de benefícios fiscais em caso de prejuízos. &amp;#8220;No dia 10 de julho haverá um Venture Day na Colômbia, e um dos requisitos é que as empresas sejam colombianas. Mas, o que significa ser colombiano quando muitas empresas se instalam em Miami, mas fazem negócios na Colômbia, ou em outros lugares, por causa dos impostos?&amp;#8221;, observa De l&amp;#8217;Etraz. Ele acrescenta que &amp;#8220;os governos devem levar a sério o problema e criar políticas, como nos EUA, para atrair o investimento, e que seja interessante, do ponto de vista fiscal, arriscar-se no mundo das start-ups&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diante disso, De l&amp;#8217;Etraz não crê que esteja havendo atualmente uma revolução no empreendedorismo tecnológico na região, embora acredite que isso ocorrerá dado que o número de eventos de empreendedorismo vem crescendo e há um envolvimento maior por parte dos governos, &amp;#8220;como o macroevento empreendedor que se realizará em novembro por iniciativa do governo do Peru&amp;#8221;, disse. Contudo, De l&amp;#8217;Etraz diz que a desejada consolidação do fenômeno ocorrerá se houver uma maior participação do setor privado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aceleradoras&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por sorte chegaram ao &amp;#8220;fim do mundo&amp;#8221; — como o disse o papa argentino Francisco sobre sua origem no dia de sua eleição — algumas aceleradoras e iniciativas que buscam projetos inovadores e lhes dão impulso econômico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma delas, a Wayra, aceleradora que pertence à empresa de telecomunicações Telefonica e concede um capital-semente de até US$ 50.000 àquelas start-ups que têm &amp;#8220;fome&amp;#8221; de crescer e de se expandir para além de suas fronteiras. &amp;#8220;A Wayra foi pensada para a América Latina porque imaginamos que teria o ecossistema empreendedor que buscávamos. Sabíamos que os projetos nessa região eram bons e, por isso, nos expandimos primeiro na Argentina, Colômbia, México e Espanha. Em outras palavras, estavam dadas as condições ideais pela existência de bons profissionais, pessoas com iniciativas e ideias diferentes, mas que não encontravam recursos para levá-las adiante&amp;#8221;, observa Andrés Saborido, gerente da Wayra na Argentina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;Oferecemos espaço de trabalho na Telefonica e durante 4 ou 12 meses ajudamos os interessados com &lt;em&gt;coaching&lt;/em&gt; e mentores, para que se dediquem aos temas legais, de constituição da sociedade e desenho do produto. Procuramos oferecer metodologias ágeis para o desenvolvimento do aplicativo, para testá-lo e avaliá-lo, inclusive num final de semana&amp;#8221;, observa Saborido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma vez concluído o projeto, a Wayra oferece a possibilidade de trabalhar para a Telefonica. &amp;#8220;Isso dá à empresa escala de empreendedor, porque estamos em 12 países. Em troca desses serviços ficamos com 10% do capital da start-up, mas a decisão de prestar serviços a Telefonica é do empreendedor&amp;#8221;, explica o executivo. É o caso da argentina Joincube, uma rede social interna para empresas que trabalha tanto para o grupo espanhol quanto em outros países. No Chile, inclusive, recebeu capitais de fundos de investimentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Saborido, da Wayra, acredita que muitas vezes os empreendedores estão à espera da chegada dos investidores-anjos, mas como não há disponibilidade de capital para todos, em sua opinião, &amp;#8220;o interessante é que as empresas se fixem em um mercado regional ou global para, desse modo, ter acesso a fundos estrangeiros&amp;#8221;. A aceleradora já investiu em 18 empreendimentos na Argentina e 180 no mundo todo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aprender a fracassar&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em outras iniciativas, como a Start-Up Weekend, cada participante lança uma ideia em um minuto; em seguida, as melhores ideias são votadas e formam-se equipes encarregadas do seu desenvolvimento. Poucas vezes, entretanto, as &amp;#8220;start-ups se convertem em empresas de verdade&amp;#8221;, reconhece Martín vivas. Contudo, em sua opinião, elas servem para que os participantes adquiram habilidades que os ajudarão a criar seu futuro como empreendedores. Entre elas, a experiência de aprender a errar, o que é muito útil no caso do empreendedor argentino, &amp;#8220;muito dado à frustração, diferentemente do anglo-saxão, que sabe esperar até que uma ideia se desenvolva ao longo do tempo até amadurecer&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vivas observa que embora o argentino tenha outras qualidades, como sua capacidade de resolver problemas complicados, ele acha difícil trabalhar com a ideia de um projeto, &amp;#8220;talvez porque vivamos em constante crise&amp;#8221;, por isso é difícil ter um projeto a longo prazo, por exemplo, para os próximos cinco anos. &amp;#8220;O empreendedor espera grandes resultados em pouco tempo&amp;#8221;, diz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por outro lado, o empreendedor da região tem de lidar com outra desvantagem do ponto de vista cultural: &amp;#8220;Um fracasso empresarial é entendido como fracasso pessoal&amp;#8221;, observa De l&amp;#8217;Etraz. Para ele, as políticas fiscais também influem nisso. &amp;#8220;Sempre nos dizem que não devemos ter medo de fracassar, mas não nos ajudam a não nos sentirmos fracassados, porque se nosso projeto fracassa, não podemos esquecer o passado. As dívidas ficam conosco. Já nos EUA, se sou empresário e falho, quebro minha empresa, o que passou, passou, e começo tudo de novo.&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além de aprender a errar, os especialistas dizem que o empreendedor latino-americano deve perder o medo de partilhar sua ideia. Martín explica que &amp;#8220;muitas vezes, os empreendedores creem que alguém vai roubá-la, e isso também está relacionado com o medo do fracasso. Na América Latina, há o preconceito de que a concorrência é sua inimiga, que errar é ruim, mas a verdade é que o inimigo nos ensina. Esta é uma indústria transparente, e se as coisas vão bem é porque você está fazendo tudo da maneira correta&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse sentido, Federico Del Pup, da Skonto, recomenda que &amp;#8220;embora a ideia seja pequena, é preciso comentá-la e pô-la em andamento. É preciso contar o projeto, porque quanto mais gente participar dele, melhor. Ninguém pode lutar sozinho contra o  mundo&amp;#8217;, diz. De fato, a empresa contratou Ignacio Raffa e Nicolás Viela, estudantes de informática, para agregar valor à parte técnica. &amp;#8220;Foi muito importante, porque eles deram uma perspectiva nova ao negócio. Todos ganham nessa empreitada rumo a um bom porto; é uma forma de economia cooperativa&amp;#8221;, diz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por outro lado, Zúñiga diz que alguns projetos que começam nos cursos de informática não têm visão comercial. &amp;#8220;Nós os ajudamos para que se associem a alunos de outras especialistas. Procuramos acompanhá-los e contribuímos com a parte que lhes falta em sua formação profissional, como o esquema de um plano de negócios&amp;#8221;, disse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por esse motivo, explica De l&amp;#8217;Etraz, as universidades têm muito com que contribuir para a consolidação da atividade empreendedora na região. &amp;#8220;Os estudantes precisam começar a pensar como empreendedores. É preciso ensinar-lhes que o fracasso faz parte da aprendizagem, bem como fazer melhor publicidade de si mesmo. Esse é o grande desafio.&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.wharton.universia.net/index.cfm?fa=viewArticle&amp;amp;id=2343" target="_blank"&gt;Fonte: Wharton School&lt;span&gt; da &lt;/span&gt;Universidade de Pennsylvania&lt;span&gt; e &lt;/span&gt;Universia&lt;span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/48307633468</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/48307633468</guid><pubDate>Thu, 18 Apr 2013 19:20:52 -0300</pubDate></item><item><title>Alunos da PUC-Rio realizam TEDx para estimular grandes ideias</title><description>&lt;p&gt;RIO - Para integrar e estimular estudantes a tirar ideias e projetos do papel, um grupo de 20 alunos da PUC-Rio realizou nesta sexta-feira (5) o primeiro TEDx da faculdade, evento organizado de forma independente e sob a licença do TED, organização mundial sem ﬁns lucrativos que divulga ideias inovadoras e inspiradoras. Dezesseis palestrantes, entre alunos, ex-alunos e professores da universidade, apresentaram em 15 minutos ideias, projetos e histórias de vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O tema escolhido para o evento foi “Ato e Potência” e os convidados falaram sobre empreendedorismo, sustentabilidade, realização de projetos e paixão pelo o que fazem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mariana de Salles, formada em Desenho Industrial na PUC, contou sobre a angustia que a enorme quantidade de lixo produzida pelo homem lhe causava. Para “tirar o lixo do mundo” a designer se uniu a dois colegas e abriu a empresa Bolei, que cria soluções de design para os resíduos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pedro Salomão, diretor-executivo da Rádio Ibiza, produtora de identidade musical, e formado em Administração de Empresas na PUC, destacou que muitos confundem empreendedorismo com “abrir uma empresa”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— As empresas é que precisam de pessoas empreendedoras. Gente que transforme algo que todo mundo faz igual — afirmou o empresário, que também é conselheiro do movimento “Rio eu amo eu cuido”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Guilherme Lito, de 24 anos, estuda Engenharia de Produção na universidade e é co-criador de uma plataforma de conteúdo para empreendedores, a Luz. A empresa vende cursos, vídeos e planilhas que ajudam pessoas que querem empreender.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— A felicidade está dentro da gente e no hoje. Descubra quem você é e o que realmente gosta de fazer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O evento foi idealizado por Luiz Carlos Guedes, de 20 anos, aluno de Direito da PUC-Rio. Para conseguir a licença do TED, Luiz trocou e-mails com a instituição relatando seu projeto e justificando a escolha do tema. Após três meses, a autorização foi concedida e desde novembro de 2012&amp;#160;o estudante trabalha na produção do evento com a ajuda de colegas. Uma equipe de 20 alunos de diferentes cursos montou a programação, buscou patrocínio, elaborou o cenário e gravou as palestras, que em breve estarão disponíveis no site do TED e no YouTube.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— A universidade tem um potencial incrível, que, às vezes, é desperdiçado porque as pessoas não interagem. Queria que o TEDx contagiasse e mobilizasse os alunos, queria que eles saíssem daqui determinados a tirar suas ideias do papel — diz o estudante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O evento apresentou vídeos do TED Edu, braço educacional da organização, como o “Write your story, chance history” (escreva a sua história, mude a História), de Brad Meltzer, disponível &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=9LR7Vb6mqts" rel="external" target="_blank"&gt;neste link&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/educacao/alunos-da-puc-rio-realizam-tedx-para-estimular-grandes-ideias-8039159" target="_blank"&gt;Fonte: Marina Morena Costa. &lt;span class="label"&gt;Publicado:&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;5/04/13 - &lt;span class="hour"&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/educacao/alunos-da-puc-rio-realizam-tedx-para-estimular-grandes-ideias-8039159" target="_blank"&gt;17h26. &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/educacao/alunos-da-puc-rio-realizam-tedx-para-estimular-grandes-ideias-8039159" target="_blank"&gt;&lt;span class="label"&gt;Atualizado:&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;5/04/13 - &lt;span class="hour"&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/educacao/alunos-da-puc-rio-realizam-tedx-para-estimular-grandes-ideias-8039159" target="_blank"&gt;18h49&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/47370793101</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/47370793101</guid><pubDate>Sun, 07 Apr 2013 12:37:48 -0300</pubDate></item><item><title>Bill Gates, Steve Jobs e Richard Branson…grandes empreendedores que não foram excelentes alunos</title><description>&lt;h1&gt;&lt;a href="http://blogs.pme.estadao.com.br/blog-do-empreendedor/files/2013/03/steve_jobs_blog1.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img alt="" class="alignleft size-full wp-image-795" height="260" src="http://blogs.pme.estadao.com.br/blog-do-empreendedor/files/2013/03/steve_jobs_blog1.jpg" width="460"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Uma pergunta: o que é ser inteligente?&lt;/strong&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Se você acompanha os posts diários do Blog do Empreendedor do Estadão PME, já deve ter se identificado com um ou outro colega empreendedor que narra seus desafios, desejos e dilemas diários neste espaço.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que fazer quando ocorre uma emergência com o cliente? O que fazer quando um investimento na empresa não deu certo? Automatizar ou não um processo? Deixar os colaboradores trabalharem em casa? Quem é o verdadeiro cliente da empresa? Pegar um empréstimo ou não? Ser dono do seu próprio negócio vale realmente a pena?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais do que concordar ou discordar, acredito que o mais importante para o empreendedor que lê os posts é utilizar sua inteligência para ir formando a sua própria convicção. “Ir formando”, bem no gerúndio mesmo, porque esta convicção pode ser alterada a partir do conhecimento e vivência de novas experiências empreendedoras.Há décadas muitos pesquisadores vêm apontando características do empreendedor típico e aparecem coisas como persistência, coragem, paixão, liderança, visão. E há testes que “medem” o seu perfil empreendedor. Até elaborei a minha:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Você é empreendedor?&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Sim []&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Não []&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nestas situações, a abordagem é a mesma: não concordo e nem discordo, apenas utilizo a minha inteligência para formar a minha própria convicção. A principal delas é que todo grande empreendedor aprende rápido. E faz isto porque é muito inteligente. Mas o que me incomodava nesta minha convicção é que boa parte dos grandes empreendedores não foram excelentes alunos e vários famosos até desistiram da faculdade como Bill Gates, Steve Jobs e Richard Branson.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Só encontrei a resposta para este incômodo quando conheci os trabalhos de Howard Gardner, autor da teoria das Inteligências Múltiplas. Gardner explica que a inteligência do ser humano não pode ser mensurada apenas pelo raciocínio lógico-matemático cobrado nos vestibulares e nas faculdades. Neste tipo de inteligência, o sujeito estuda para saber qual botão apertar. Se aperta o botão certo, tira nota 10 é considerado inteligente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não raro, o aluno “inteligente” decora qual botão apertar. &lt;strong&gt;&lt;a href="http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/dificil-fazer-certo-se-isso-contraria-nossos-interesses-502609.shtml" target="_blank"&gt;Um dos alertas importantes&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; destacados por Gardner é que “a maior parte dos testes (das escolas e faculdades) mede a inteligência lógica e de linguagem. Quem é bom nas duas é bom aluno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto estiver na escola, pensará que é inteligente. Porém, se decidir dar um passeio pela cidade, rapidamente descobrirá que outras habilidades fazem falta, como a espacial e a intrapessoal – a capacidade que cada um tem de conhecer a si mesmo, fundamental hoje”.Mas muitos empreendedores que conheço não são apertadores de botão, já que em muitos casos, nem botão há ou em outros, eles criam seus próprios botões. Gardner defende que há outros tipos de inteligências como a musical, espacial, linguística, interpessoal, intrapessoal, corporal, naturalista e existencial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E o que noto é que há empreendedores que não foram alunos “nota 10”, mas que têm uma elevada inteligência espacial para entender contextos, um elevado grau de confiança em função de sua inteligência intrapessoal ou são ótimos em lidar com pessoas, pois dominam a inteligência interpessoal, apenas para citar algumas das inteligências. Acredito que os grandes empreendedores souberam alinhar suas inteligências mais destacadas com o que Howard Gardner chama de&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cinco Mentes para o Futuro, que em sua opinião são essenciais para o desenvolvimento do ser humano que são a mente disciplinada (exige o esforço para sermos bons em algo), a mente sintetizadora (que sabe o que realmente importa e como isto pode ser combinado), a mente criativa (que cria soluções inovadoras eficazes a partir da disciplina e síntese), a mente respeitosa (que reconhece que o ser humano é único, com crenças e valores diferentes) e a mente ética (que faz a coisa certa mesmo quando não atende aos nossos interesses).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Veja gráfico sobre inteligências múltiplas abaixo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tudo isto para você pensar que precisa utilizar suas inteligências para encontrar suas respostas para os seus dilemas, desafios e desejos de empreendedor. Só para exemplificar: O dilema de automatizar ou não um processo. A Juliana Motter da Maria Brigadeiro optou por &lt;strong&gt;&lt;a href="http://blogs.pme.estadao.com.br/blog-do-empreendedor/vendo-maquina-de-fazer-brigadeiro/" target="_blank"&gt;não automatizar&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, mas se acompanhar a trajetória da Taciana Kalili da Brigaderia, a &lt;strong&gt;&lt;a href="http://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,conheca-os-vencedores-do-premio-estadao-pme,1984,0.htm" target="_blank"&gt;solução encontrada&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;foi outra. Quem errou? Provavelmente todos aqueles que utilizaram a lógica-matemática para chegar à conclusão de que não havia mercado para um negócio só de brigadeiros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para terminar a resposta do meu teste para saber se você tem o perfil empreendedor: Se você acha que pode ou acha que não pode fazer algo, você está certo! Frase atribuída a Henry Ford que só teve sucesso na terceira empresa que fundou e com o modelo T (imagina qual foi a letra do primeiro modelo que ele lançou?).&lt;br/&gt;&lt;a href="http://blogs.pme.estadao.com.br/blog-do-empreendedor/files/2013/03/IMAGEM.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img alt="" class="alignleft size-full wp-image-788" height="232" src="http://blogs.pme.estadao.com.br/blog-do-empreendedor/files/2013/03/IMAGEM.jpg" width="687"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Fonte: Blog do Empreendedor/&lt;span&gt;8 de março de 2013&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://blogs.pme.estadao.com.br/blog-do-empreendedor/files/2013/03/MARCELO_NAKAGAWA1.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img alt="" class="alignleft size-full wp-image-796" height="28" src="http://blogs.pme.estadao.com.br/blog-do-empreendedor/files/2013/03/MARCELO_NAKAGAWA1.jpg" width="310"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/47369926096</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/47369926096</guid><pubDate>Sun, 07 Apr 2013 12:25:00 -0300</pubDate></item><item><title>Administração de Marketing, 14a. edição, Philip Kotler e Kevin L. Keller</title><description>&lt;p&gt;&lt;img alt="image" src="http://www.pearson.com.br/comum/loader_img_livros.asp?id_p=0&amp;amp;pasta1=universitarios&amp;amp;pasta2=9788581430003&amp;amp;patch=53A0B936-3C49-46C1-922D-756C8A9500EB&amp;amp;largura_final=130&amp;amp;Height=179"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Administração de marketing, 14ª edição, Autor:&lt;span class="cor_dados"&gt;Philip Kotler e Kevin L. Keller, &lt;/span&gt;ISBN:&lt;span class="cor_dados"&gt;9788581430003, &lt;/span&gt;Páginas:&lt;span class="cor_dados"&gt;792, &lt;/span&gt;Dimensões:&lt;span class="cor_dados"&gt;20,5 x 27,5&amp;#160;cm, &lt;/span&gt;Copyright:&lt;span class="cor_dados"&gt;2013, &lt;/span&gt;Série:&lt;span class="cor_dados"&gt;&lt;/span&gt;Peso:&lt;span class="cor_dados"&gt;2.080&amp;#160;kg&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;A primeira edição de Administração de marketing, publicada há 45 anos, lançou conceitos inovadores que mudaram o modo como as pessoas viam o marketing, e, ainda hoje, em sua 14ª edição, esta continua sendo uma das principais características da obra. &lt;br/&gt;Nos últimos anos, o marketing tem sofrido muitas influências, em especial nos ambientes econômico, natural e tecnológico, motivo pelo qual esta edição enfatiza cada uma dessas áreas, abordando temas como o marketing em tempos de crises econômicas e recessões, o avanço da sustentabilidade e do marketing &amp;#8220;verde&amp;#8221; e o desenvolvimento crescente do marketing digital, fazendo com que a abordagem holística ganhe ainda mais importância para profissionais de marketing e o sucesso de suas ações.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sumário&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;Prefácio; Edição brasileira;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parte I. O que é administração de marketing; 1. Marketing para o século XXI; 2. Desenvolvimento de estratégias e planos de marketing;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parte 2. Captação de oportunidades de marketing; 3. Coleta de informações e previsão de demanda; 4. Condução de pesquisa de marketing;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parte 3. Conexão com os clientes; 5. Criação de relações de longo prazo baseadas em fidelidade; 6. Análise de mercados consumidores; 7. Análise dos mercados organizacionais; 8. Identificação de segmentos de mercado e seleção de mercados-alvo; 9. Criação de brand equity; 10. A busca pelo posicionamento da marca; 11. Dinâmica competitiva; 12. Definição da estratégia de produto; 13. Desenvolvimento e gerenciamento de serviços; 14. Desenvolvimento de programas e estratégias de determinação de preços; 15. Projeto e gerenciamento de canais integrados em marketing; 16. Gerenciamento de varejo, atacado e logística; 17. Planejamento e gestão da comunicação integrada de marketing; 18. Gerenciamento da comunicação de massa: propaganda, promoção de vendas, eventos e experiências e relações públicas; 19. Gerenciamento das comunicações pessoais: marketing direto e interativo, comunicação boca a boca e vendas pessoais; 20. Introdução de novos produtos no mercado; 21. Exploração do mercado global; 22. Gestão de longo prazo de uma organização de marketing holístico;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apêndice; Glossário; Índices;&lt;/p&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/46154802885</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/46154802885</guid><pubDate>Sun, 24 Mar 2013 09:38:00 -0300</pubDate></item><item><title>Em estratégia inovadora, escola de idiomas radicaliza no...</title><description>&lt;iframe width="400" height="225" src="http://www.youtube.com/embed/WBn66Nrx-84?wmode=transparent&amp;autohide=1&amp;egm=0&amp;hd=1&amp;iv_load_policy=3&amp;modestbranding=1&amp;rel=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;h1 class="title"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Em estratégia inovadora, escola de idiomas radicaliza no cinema&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Como chamar a atenção de seu público? Fazer algo inovador e criativo é sempre uma boa forma. A CCBEU, escola de idiomas localizada em Goiânia, resolveu optar por essa linha de raciocínio e fez uma ação para lá de diferente na cidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para divulgar a sua marca e a importância de saber falar inglês, a empresa montou uma ação de marketing dentro de uma sala de cinema. Nele, antes de começar o filme, foi apresentado um trailer na telona onde, no meio dela, a legenda desaparece propositalmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As pessoas que conseguiram entender a mensagem sem legendas e seguiram as orientações do trailer - ficando de pé na frente da telona – ganhavam um ano de cinema grátis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A intenção era divulgar o curso mostrando a importância de entender outro idioma. No vídeo ainda é destacado: “As grandes oportunidades não virão com legendas”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="source"&gt;Administradores, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;20 de março de 2013&lt;/p&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/46112546164</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/46112546164</guid><pubDate>Sat, 23 Mar 2013 20:31:52 -0300</pubDate></item><item><title>Santa Maria: que horror de gestão</title><description>&lt;p&gt;Em &lt;span&gt;28 de janeiro de 2013, escrevi um breve artigo para o&lt;a href="http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/santa-maria-que-horror-de-gestao/68505/" target="_blank"&gt; Portal Administração&lt;/a&gt; denominado &lt;a href="http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/santa-maria-que-horror-de-gestao/68505/" target="_blank"&gt;&amp;#8220;Santa Maria: que horror de gestão&amp;#8221;.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;N&lt;/span&gt;&lt;span&gt;a tarde desta sexta-feira (22), a Polícia Civil de &lt;/span&gt;&lt;a class="premium-tip" href="http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/cidade/santa-maria.html" target="_blank"&gt;Santa Maria&lt;/a&gt;&lt;span&gt; responsabilizou 28 pessoas &lt;/span&gt;&lt;span&gt;sobre a tragédia na boate Kiss, segundo informações do &lt;a href="http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/03/inquerito-policial-responsabiliza-13-bombeiros-por-tragedia-na-boate-kiss.html" target="_blank"&gt;portal G1.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;A conclusão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do &lt;a class="premium-tip" href="http://g1.globo.com/topico/rio-grande-do-sul.html" target="_blank"&gt;Rio Grande do Sul&lt;/a&gt;, na madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, resultou em 241 mortes. O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco. O inquérito policial, que indiciou 16 pessoas criminalmente, conclui que:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso no palco&lt;br/&gt;- As faíscas atingiram a espuma do teto e deram início ao fogo&lt;br/&gt;- O extintor de incêndio do lado do palco não funcionou&lt;br/&gt;- A Kiss apresentava uma série das irregularidades quanto aos alvarás&lt;br/&gt;- Havia superlotação no dia da tragédia, com no mínimo 864 pessoas&lt;br/&gt;- A espuma utilizada para isolamento acústico era inadequada e irregular&lt;br/&gt;- As grades de contenção (guarda-corpos) obstruíram a saída de vítimas&lt;br/&gt;- A casa noturna tinha apenas uma porta de entrada e saída&lt;br/&gt;- Não havia rotas adequadas e sinalizadas de saída em casos de emergência&lt;br/&gt;- As portas tinham menos unidades de passagem do que o necessário&lt;br/&gt;- Não havia exaustão de ar adequada, pois as janelas estavam obstruídas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Destas 28 pessoas, 13&amp;#160;são bombeiros. 2 membros da banda; 2&amp;#160;sócios da boate. Mas existem 9 que cabem a Justiça Militar o poder de investigar e 1 ao Tribunal de Justiça o poder de investigar por improbidade. Leia os detalhes no G1, &lt;a href="http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/03/inquerito-policial-responsabiliza-13-bombeiros-por-tragedia-na-boate-kiss.html" target="_blank"&gt;ao clicar aqui.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/46111988203</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/46111988203</guid><pubDate>Sat, 23 Mar 2013 20:24:22 -0300</pubDate></item><item><title>O Rabino Adin Steinsaltz</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;O Rabino Adin Steinsaltz (Even-Israel) é internacionalmente considerado como um dos grandes acadêmicos e rabinos deste século, bem como do século passado. Conforme foi dito na revista &lt;em&gt;Newsweek&lt;/em&gt;, “o folclore judaico é cheio de relatos sobre rabis extraordinários. Provavelmente, nenhum dos &lt;span&gt;que&lt;/span&gt; estão vivos até hoje se compara em gênio e influência a Adin Steinstalz, cujo&lt;span&gt;s&lt;/span&gt; talentos excepcionais como acadêmico, professor, cientista, escritor, místico e crítico social t&lt;span&gt;ê&lt;/span&gt;m atraído discípulos de todas as camadas da sociedade israelense.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Nascido em 1937&amp;#160;em uma família não religiosa, o Rabino estudou na Universidade Hebraica, tornando-se o mais jovem diretor de escola secundária de Israel com a idade de 23 anos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Ele começou seu trabalho monumental sobre o Talmud em 1965, sob o auspício do Presidente de Israel Zalman Shazar, e o parlamentar do Knesset Kaddish Luz. Agora, 45 anos depois, o Rabino Steinsaltz completou seu 45&lt;span&gt;º&lt;/span&gt; volume da tradução e comentário do Talmud em hebraico. Seu comentário também está sendo traduzido e publicado em francês, russo e inglês; também está sendo preparada uma versão em espanhol.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Além do Talmud de Steinsaltz, o Rabino Steinsaltz publicou mais de 50 livros e centenas de artigos sobre misticismo judaico, pensamento religioso, sociologia, biografia e filosofia. Além do Talmud, seus trabalhos mais conhecidos são a “Rosa de Treze Pétalas” (&lt;/span&gt;&lt;em&gt;The Thirteen Petal Rose&lt;/em&gt;&lt;span&gt;), um livro sobre Cabala; o “Talmud Essencial” (&lt;/span&gt;&lt;em&gt;The Essential Talmud&lt;/em&gt;&lt;span&gt;), que serve como introdução ao seu trabalho; e “Imagens Bíblicas” (&lt;/span&gt;&lt;em&gt;Biblical Images&lt;/em&gt;&lt;span&gt;), pequenas apresentaç&lt;/span&gt;&lt;span&gt;õ&lt;/span&gt;&lt;span&gt;es sobre personagens de homens e mulheres da Bíblia. Ele é também autor de um comentário de dez volumes sobre o Tanya.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Em 1985, o Rabino Steinsaltz criou a rede de escola Mekor Chaim em Israel, atraindo alunos de um largo espectro da sociedade israelense. Hoje em dia há mais de 1.000 jovens em sua rede educacional, que começa na pré-escola e se estende até um &lt;/span&gt;&lt;em&gt;yeshivat hesder&lt;/em&gt;&lt;span&gt; – combinando o serviço no exército de Israel com estudos religiosos – e um &lt;/span&gt;&lt;em&gt;yeshivat gavoha&lt;/em&gt;&lt;span&gt; de estudos avançados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;O Rabino Steinsaltz viaja com frequência para a antiga União Soviética, tendo fundado ali o Instituto de Estudos Judaicos no CIS, compreendendo a Faculdade Melamedia; Lamed, a organização dos professores judeus; uma rede nacional de programas de educação informal; Judaicaru – um extenso centro de recursos online, e uma editora de livros judaicos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;O Rabino Steinsaltz trabalhou como professor residente na Universidade de Yale, o Instituto para Estudos Avançados em Princeton, Universidade de Columbia e o Woodrow Wilson Center em Washington, D.C. Em 1989, ele recebeu o Prêmio Israel, a maior honraria de seu país, e em 1995 recebeu também a Legion d’Honneur, a Ordem Francesa de Artes e Letras. Em 2002, o Rabino Steinsaltz recebeu o Prêmio em Memória de Zalman Shazar por seu trabalho pioneiro no Talmud.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Ele vive em Jerusalém com sua esposa, três filhos e netos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/46106495296</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/46106495296</guid><pubDate>Sat, 23 Mar 2013 19:11:29 -0300</pubDate></item><item><title>"Rabino Adin Steinsaltz, sábio responsável pela tradução do Talmud ao hebraico moderno, ao inglês e..."</title><description>“Rabino Adin Steinsaltz, sábio responsável pela tradução do Talmud ao hebraico moderno, ao inglês e ao russo referiu-se à importância dessa obra magistral com as seguintes palavras: “Se a Torá é a pedra fundamental do judaísmo, o Talmud é seu pilar central, que se projeta para o alto baseando-se em seus fundamentos e que sustenta o magnífico conjunto de sua edificação espiritual e intelectual”.”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; - &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.morasha.com.br/edicoes/ed43/talmud.asp" target="_blank"&gt;http://www.morasha.com.br/edicoes/ed43/talmud.asp&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/46106167189</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/46106167189</guid><pubDate>Sat, 23 Mar 2013 19:07:09 -0300</pubDate></item><item><title>Uma Escravidão Chamada Liberdade, por Adin Steinsaltz</title><description>&lt;p&gt;Entrelaçado na magnífica tapeçaria de símbolos, costumes e cerimônias do Sêder de Pêssach está o insuperável tema da liberdade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Embora a liberdade possa ser expressa em cerimônias simples como reclinar à maneira dos homens livres, bebendo quatro taças de vinho e repetindo o mantra &amp;#8220;nós somos homens livres&amp;#8221;, o profundo conceito de liberdade realmente envolve e permeia nossa essência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A liberdade é percebida com mais freqüência como a ausência de escravidão – assim como a escravidão pode ser definida como a ausência de liberdade. Mas na realidade, a ausência de escravidão em si não cria uma condição de liberdade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A escravidão é uma condição na qual a pessoa é para sempre forçada a agir de acordo com a vontade de outro. Liberdade é a capacidade do ser humano de agir e expressar-se.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para que o homem possa agir independentemente, deve querer expressar sua singularidade. Aquele que não possui o desejo da auto-expressão e realização independente – seja porque seu espírito foi alquebrado ou jamais se desenvolveu – não pode ser considerado um homem livre. Ele não é livre, apesar de não estar mais sendo fisicamente escravizado; é meramente um escravo abandonado – um escravo sem amo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O milagre do Êxodo não foi completado com o Êxodo em si. O povo judeu precisava ser de homens livres, não meramente escravos fugitivos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Avraham Ibn Ezra descreve assim a situação: &amp;#8220;Nas praias do Mar Vermelho, os judeus quiseram genuinamente escapar do fardo da escravidão; porém, tendo passado a vida toda como escravos, não podiam simplesmente jogar fora a afinidade que tinham desenvolvido em relação a seus feitores. Somente depois que a geração nascida no cativeiro tinha falecido, o povo judeu pôde entrar na Terra de Israel e construir uma nação de homens livres.&amp;#8221;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um escravo carrega um duplo fardo – é forçado a obedecer ao amo e não tem vontade própria. Assim, uma pessoa que esteja ciente de sua singularidade e individualidade jamais pode ser escravizada. E no outro extremo, quem não possui uma auto-imagem positiva jamais pode considerar-se realmente livre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;para continuar lendo artigo, &lt;a href="http://www.pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/838490/jewish/Uma-Escravido-Chamada-Liberdade.htm" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;clique aqui&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/46105696412</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/46105696412</guid><pubDate>Sat, 23 Mar 2013 19:01:00 -0300</pubDate></item><item><title>Informação demais pode ser pior que pouca informação</title><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://s.conjur.com.br/img/b/adin-steinsaltz-070220131.jpeg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Entrevista concedida pelo rabino israelense &lt;strong&gt;Adin Steinsaltz&lt;/strong&gt;, à jornalista &lt;strong&gt;Leila Sterenberg&lt;/strong&gt;, para o programa &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/platb/globo-news-milenio/tag/henry-kissinger/" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;Milênio&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;, da &lt;/em&gt;&lt;span&gt;Globo News&lt;/span&gt;&lt;em&gt;. O&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; Milênio &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;é um programa de entrevistas, que vai ao ar pelo canal de televisão por assinatura Globo News às 23h30 de segunda-feira, com repetições às 3h30, 11h30 e 17h30.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Será que vivemos num mundo de mais respostas do que perguntas? As verdades instantâneas em tempo real aguçam ou aplacam o desejo de reflexão? Algumas criações humanas têm o poder de atiçar o questionamento. Uma das mais antigas é o &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt;, o livro escrito há cerca de 1500 anos reunindo preceitos e discussões travadas pelos chamados sábios da religião de Moisés, Abraão e Davi. Atualizar o &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt; para o hebraico moderno e, a partir daí, para o inglês e outras línguas contemporâneas, era algo visto como heresia por alguns ultraortodoxos. Mas foi nessa aventura que se lançou o rabino israelense Adin Steinsaltz. Nascido em Jerusalém numa família de esquerda não religiosa, Steinsaltz começou a sua vida intelectual pela ciência antes de se tornar rabino. Hoje é considerado o maior especialista em leis antigas desde Maimônides, grande pensador da Espanha medieval. Conhecedor de História da Arte, fluente em vários idiomas, é o que se pode definir como homem renascentista, dono de cultura que passa por diferentes áreas do conhecimento. Mordaz e com muita presença de espírito, de passagem pelo Brasil, ele conversou com o Milênio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Leila Sterenberg — Rabino Steinsaltz, as traduções são mais do que uma mera versão de um livro em outra língua, porque elas podem ser portas para um novo universo. Após mais de 45 anos de trabalho duro, o senhor concluiu a primeira tradução do Talmude para o hebraico moderno. Que transformações o senhor espera como resultado disso?&lt;br/&gt;Adin Steinsaltz —&lt;/strong&gt; A tradução não é uma mera tradução. Quando se fala da “qualidade objetiva da tradução precisa”, fala-se de um mito, ou pior. Toda tradução é um comentário. Algumas são um bom comentário, outras são um comentário ruim, mas são sempre um comentário. Isso é uma coisa. Agora, o que eu fiz? Eu tentei abrir um portão, e eu assim defino. Mas o que eu basicamente tento fazer é abrir um portão e construir pontes. Acho que a parte da língua é a menor parte. As diferenças entre o aramaico e o hebraico talvez sejam menores do que aquelas entre o espanhol e o português. São realmente línguas irmãs. Então não foi tão difícil. O maior problema foi o estilo. Nenhum outro livro foi escrito no mesmo estilo. Nenhum outro livro na literatura judaica ou na literatura germânica. Eu me considero alguém que já leu muito, mas nunca vi um livro como esse. Não estou dizendo que é melhor, apenas dizendo como ele é. O livro é muito diferente, então, para entendê-lo, entrar no seu espírito, meu trabalho foi tentar abrir um portão. Eu tive que falar a linguagem da pessoa que o lê, tive que entendê-la. Tive que entender o que ele entende e o que ele não entende. Esse foi meu trabalho. O que meu trabalho fez? Ele fez uma grande revolução? Veja, mesmo Lutero&amp;#8230; Algumas das mudanças introduzidas por Lutero não ocorreram apenas pela tradução. Eles a complementaram com armas pesadas. Eu não tenho armas pesadas então&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Leila Sterenberg — O senhor tem 5 mil páginas.&lt;br/&gt;Adin Steinsaltz —&lt;/strong&gt; Acho que isso faz uma diferença.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Leila Sterenberg — Eu vou citar o que o senhor disse em uma entrevista: “O &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt;, como livro, tem uma qualidade enorme de que o mundo precisa hoje mais do que qualquer coisa: sanidade.”&lt;br/&gt;Adin Steinsaltz —&lt;/strong&gt; O que quis dizer ao falar sobre sanidade? Veja, nós vivemos em um mundo no qual tudo é permitido, no qual cada vez mais coisas são permitidas, mas isso não quer dizer que as pessoas sejam cada vez mais felizes ou que elas façam o que devem fazer. De várias maneiras, por vários motivos, em um número imenso de coisas. Então, basicamente, o que o mundo precisa é de mudanças bruscas. Vivemos de altos e baixos. Na vida pessoal, no que se trata de uma nação, na política em geral. Nós mudamos o tempo todo. Isso é uma loucura. E essa loucura não é apenas uma loucura porque não é bom de ver, ela é extremamente perigosa, porque, hoje, como alguém escreveu, é como se colocássemos uma arma nas mãos de um garoto de cinco anos. Nós temos mais poder do que bom senso. Nós temos uma quantidade enorme de poder, então o que precisamos é de sanidade. O &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt; não é um livro que prega a sanidade, mas ele cria sanidade. A sanidade é uma das coisas mais difíceis de definir. É mais fácil definir a loucura. Mas a sanidade é a capacidade de manter coisas diferentes em certo estado de equilíbrio, mas sem deixá-las imutáveis para sempre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Leila Sterenberg — O senhor pode nos dar um exemplo de por que o Talmude dá sanidade? Tudo bem, há questões legais que foram destrinchadas por rabinos mil anos atrás, mas&amp;#8230;&lt;br/&gt;Adin Steinsaltz —&lt;/strong&gt; As questões legais são uma parte, mas não é isso. Eu falo de estilo. Em primeiro lugar, uma das características do &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt; é que ele se baseia no diálogo, ele se baseia na troca. Ele é diferente dos outros livros. Ele não diz: “Eu vou lhe contar uma coisa”. Ele diz: “Vamos discutir este assunto.” E a discussão pode ser dura mais é uma discussão. Portanto, há sempre um intercâmbio, há sempre um diálogo, há dialética dentro do livro. E a dialética é parte da construção dele. Não é possível ler mais de três linhas do &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt; sem entrar em um pensamento dialético. E, quando você é criado lendo esses escritos, ao ver alguma coisa, você se pergunta: “Qual é a pergunta que devo fazer sobre isto?”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Leila Sterenberg — Esse constante estímulo a pensar e a questionar do &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt; me lembra o pensamento científico. A ciência moderna é essencialmente talmúdica?&lt;br/&gt;Adin Steinsaltz —&lt;/strong&gt; A ciência é dialética, de certo modo. Se você já entrevistou algum cientista, o que deve ter acontecido, viu que eles têm a boa tendência, ou não tão boa assim, de se tornar dogmáticos. O cientista pode ser ateu, mas ele é um fanático. Alguns deles reúnem essas duas coisas. Então isso é uma coisa. Mas a ciência funciona porque se limita a um grupo pequeno de assuntos. Não há ciência com letra maiúscula.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Leila Sterenberg — Mas alguns cientistas lidam com questões maiores&amp;#8230;&lt;br/&gt;Adin Steinsaltz —&lt;/strong&gt; Mas as grandes questões&amp;#8230; Alguns dos cientistas que lidam com as grandes questões são acusados pelos colegas de praticar filosofia. Minha formação é em Química Física e Matemática, não em Ciências Humanas. Eu realmente gosto deles, eu os respeito, e deixe-me dizer que ter algo em um tubo de ensaio e trabalhar com isso é muito mais agradável, para mim, do que falar de filosofia, mas a ciência faz parte da insanidade. É parte da insanidade quando se supõe que as coisas são mais do que elas são. Veja o que se pergunta a um cientista. Perguntam-se coisas que, se você for sincero, responderá: “Como, meu Deus, eu vou saber?” Se você me perguntar qual é o destino da humanidade, eu não saberei responder. Se me perguntar o que acontecerá daqui a dois dias, como vou saber? Eu posso lhe responder as poucas coisas que sei. Eu não tento fazer da ciência uma espécie de deus pagão, eu estou fazendo bem à ciência, porque é isso que ela é. Quando o Sol é um deus, é um deus perigoso, quando o Sol é uma estrela no céu, é muito mais fácil lidar com ele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Leila Sterenberg — Então, passando da ciência para a lei&amp;#8230; O &lt;em&gt;Talmude &lt;/em&gt;reúne discussões legais e religiosas que milhares de rabinos tiveram ao longo dos séculos e que foram compiladas há 1.500 anos. Isso foi há muito tempo, e noções como crime, justiça, liberdade, eram diferentes, não eram?&lt;br/&gt;Adin Steinsaltz —&lt;/strong&gt; No passado&amp;#8230; Você acha que eu acredito que, no passado, não se buscava dinheiro, sexo e poder? Eu não só seria contrário à História, como seria um tolo se dissesse isso. Mas, muitos anos atrás, eu escrevi uma pequena peça. E ficou boa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Leila Sterenberg — Um homem versátil. Cientista, escritor, rabino&amp;#8230;&lt;br/&gt;Adin Steinsaltz —&lt;/strong&gt; Eu queria ser artista, mas não tive tempo para isso. Eu costumava fazer esculturas quando jovem. Mas, voltando à peça, eu escrevi sobre o faraó do Egito, e eu o retratei como uma pessoa moderna. E eu disse, no prefácio: “Você acha que, em apenas 3 ou 4 mil anos, a natureza mudou tanto?” Quais são as grandes questões? Nós temos todo tipo de certezas, mas elas são, basicamente, as mesmas certezas. Nós somos feitos, mais ou menos, da mesma matéria. Não temos apenas o mesmo nariz, mas temos também o mesmo modo de respirar, temos a mesma maneira de nos movimentarmos. Se tivessem se passado 300 mil anos, poderíamos dizer: “Tudo bem, algo pode ter mudado.” Mas em 1.500 anos é muito pouco tempo, porque as questões básicas, as coisas básicas, não estão muito diferentes. Os problemas são os mesmos. Por exemplo, você lida com problemas. É claro que eles se tornam diferentes, e as decisões podem ser diferentes. E cada país, cada sistema de lei ou religião também tem respostas diferentes. Mas a questão não é copiar o conjunto de ideias de alguém. Como podemos entender esses diferentes conjuntos? Como os entendemos? O que significam para nós? Eu nunca tive a oportunidade, mas vamos supor que eu encontre um grande sábio do planeta Marte, que tenha vindo nos visitar. Eu acho que ainda conseguiria conversar com ele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Leila Sterenberg — Bem, daqui a mil anos, quando um historiador analisar a nossa época, o que chamamos de “civilização ocidental”, ele verá uma civilização judaico-cristã? O senhor acredita que há uma civilização judaico-cristã ou o senhor vê alguns diferentes ramos ou vários ramos?&lt;br/&gt;Adin Steinsaltz —&lt;/strong&gt; O que está acontecendo no mundo de hoje, de maneira geral, é que ele não é judaico-cristão. O que vivemos não é um ambiente judaico, não um ambiente cristão, nem mesmo — sejamos sinceros — um ambiente muçulmano. Nós estamos vivendo uma grande paganização do mundo. Eu vejo não só as imagens, mas os antigos deuses. Os deuses gregos, os deuses pré-helênicos&amp;#8230; Eu os vejo emergindo, entende? Antigamente, havia um deus chamado Baal. Ele é mencionado no Novo Testamento, e a tradição hebraica o identifica como Mamom, dinheiro. Veja esse grande deus. Ele não é maior do que qualquer santo de qualquer igreja? Veja a deusa. Na linguagem antiga, ela era chamada de Astarte. É Vênus. O sexo, o sexo libidinoso. Às vezes, vemos coisas usadas apenas para seduzir. Mas ela não está se tornando muito maior que todas as Marias? E a que eu chamo de “terceira deusa”. Ela era grega e era muito famosa: Calíope. Era a deusa do alarde. A autopromoção, fama. A fama só pela fama. Ser famoso só para ser famoso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Leila Sterenberg — O que o senhor acha da internet, em especial &lt;em&gt;com tablets &lt;/em&gt;e&lt;em&gt;smartphones&lt;/em&gt;? Eles são muito mais interativos. Não somos mais observadores, somos usuários, somos usuários, e temos que pensar, que tomar decisões.&lt;br/&gt;Adin Steinsaltz —&lt;/strong&gt; É uma ferramenta muito poderosa. E, como muitas coisas poderosas&amp;#8230; Não é o mesmo que a bomba atômica, mas ela ainda tem um grande poder. E, mais uma vez, o grande problema é: ela está nas mãos certas? Eu não vou dizer que isso tem que parar, pois não podemos fazer isso. Mas eu pergunto se não é&amp;#8230; Em vez de ter uma enciclopédia, você tem a Wikipédia. Isso é um avanço? Quando eu quero uma informação, eu a consigo com muito mais facilidade na internet. Com toda certeza. Mas eu estou recebendo uma informação melhor?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Leila Sterenberg — Muita informação não significa conhecimento; conhecimento não significa compreensão; e compreensão não significa sabedoria. Nós estamos mais informados, mas talvez, menos sábios?&lt;br/&gt;Adin Steinsaltz —&lt;/strong&gt; Uma das maneiras de espalhar a ignorância não é contar mentiras às pessoas, é dar a elas informações demais. Informação demais pode ser até pior do que ter pouca informação. Eu não consigo absorver a informação, não consigo ter acesso a ela, não consigo usá-la. Então, qual é o resultado? É que você se dispersa, entende? Eu vi aqui, neste país, um país tão lindo de ver, que algumas gotas de chuva sempre são bem-vindas, mas 400 milímetros de chuva não são muito convenientes, 2.500 milímetros de chuva, e há países que têm isso&amp;#8230; Imagine 2.500 milímetros de chuva em 24 horas no Rio de Janeiro. Que nome você dá a isso? Um desastre. Mas a chuva é boa. A chuva é boa, não é? Cada gota é boa. A quantidade de chuva acima de um dado limite é um desastre. E o que podemos fazer sobre isso? Você quer saber sobre todos os assuntos. Você pode entrar agora na internet e tentar encontrá-los. E você verá artigos e mais artigos, em todas as línguas. Depois de um tempo, você não os lerá, e eles não lhe trarão nenhum informação. Mais uma vez, voltamos ao problema básico de avaliar o que se tem, separar as coisas e lidar com o que se tem. A pergunta é: quem pode separar as coisas?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Leila Sterenberg — O senhor é pessimista? Em uma palestra na Academia de Ciências Sociais de Xangai, o senhor disse que há algumas semelhanças entre os provérbios do&lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt; e o Livro do Tao. Vou resumir de maneira muito simples, mas o Tao diz que as coisas contêm o germe do seu oposto ou de sua não existência, o que se pode entender como de sua destruição, talvez. Ou seja, a humanidade contém o germe de sua destruição?&lt;br/&gt;Adin Steinsaltz —&lt;/strong&gt; Veja, se eu acreditasse que o mundo do futuro se tornará necessariamente pior, pior e pior, eu provavelmente não existiria mais. Não faria sentido. Então, qualquer pessoa, mesmo as que falam em um programa de televisão, tem que ser otimista. Eu imagino que você também tenha que ser otimista. Você encontra todo tipo de gente e às vezes espera que um dos tolos que entrevista — eu e outras pessoas — diga algo que pode salvar o mundo. Você não tem essa expectativa? Então, é isso: todos nós tentamos, e, lá no fundo, todos nós acreditamos que, de algum modo, de alguma forma, ainda há esperança. Sabe, uma vez, me perguntaram qual era a posição do judaísmo na divisão entre Leibniz e Voltaire. Leibniz disse que o nosso mundo é o melhor dos mundos possíveis. E, Voltaire, por sua vez, concluiu que nosso mundo é o pior dos mundos possíveis. E como o judaísmo se posiciona quanto a isso? É uma boa pergunta. Eu respondi que nós vivemos no pior dos mundos possíveis e desejamos que ainda haja esperança.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.conjur.com.br/2013-fev-08/ideias-milenio-adin-steinsaltz-rabino-tradutor-talmude" target="_blank"&gt;Fonte: &lt;span&gt;Revista &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Consultor Jurídico&lt;/strong&gt;&lt;span&gt;, 8 de fevereiro de 2013&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/46105378942</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/46105378942</guid><pubDate>Sat, 23 Mar 2013 18:56:54 -0300</pubDate></item><item><title>Adin Steinsaltz fala da importância do questionamento da realidade</title><description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Adin Steinsaltz fala da importância do questionamento da realidade&lt;/strong&gt;, &lt;a href="http://globotv.globo.com/globo-news/milenio/v/adin-steinsaltz-fala-da-importancia-do-questionamento-da-realidade/2372945/" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;clique aqui&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/46105123061</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/46105123061</guid><pubDate>Sat, 23 Mar 2013 18:53:32 -0300</pubDate></item><item><title>Estudo iluminado sobre o humano</title><description>&lt;h3&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O rabino israelense Adin Steinsaltz discute os temas, o estilo e a atualidade do &amp;#8216;Talmude Babilônico&amp;#8217;, um monumento religioso e literário iniciado há dois mil anos, que ele traduziu do aramaico para o hebraico&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nascido no ano de 1937&amp;#160;em Jerusalém, onde vive, o rabino Adin Steinsaltz é uma rara mistura de intelectual, religioso e homem de ação. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Seu pai não era religioso, mas propiciou o estudo do judaísmo ao filho ainda criança, um menino prodígio que lia Freud. Na juventude, Steinsaltz entrou para o movimento hassídico Habad, ativo em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil. Teve um papel importante na implantação de estudos judaicos na extinta União Soviética, fundando a Universidade Judaica em Moscou e em São Petersburgo. Além disso, escreveu 60 livros de divulgação do judaísmo e ensaios sobre questões da religião, incluindo sua relação com a literatura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sua grande obra, no entanto, é a tradução comentada do &lt;em&gt;Talmude Babilônico &lt;/em&gt;do aramaico para o hebraico, concluída em 2010, num total de 45 volumes (esse número varia conforme o critério editorial). Numa edição tradicional, a obra tem quase seis mil páginas (fólio). O livro, cuja origem remonta a dois mil anos, com a codificação da Lei Oral judaica (Mishná: repetição, estudo), no hebraico de início do primeiro milênio da era comum. Esse texto, um tanto lacunar, deu margem a muita discussão e interpretação na língua da época, o aramaico, e esses debates foram registrados e editados, formando a Guemará (complemento) que, com a Mishná, forma o Talmude (Estudo).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além do &lt;em&gt;Talmude Babilônico &lt;/em&gt;existe o &lt;em&gt;Talmude de Jerusalém&lt;/em&gt;, um pouco mais antigo. A tarefa do rabino foi aproximar o falante do hebraico ao &lt;em&gt;Talmude Babilônico&lt;/em&gt;, um monumento literário único por sua forma dialógica e modo de organizar o pensamento, com uso do método associativo. Um desafio ao estudo e à análise - tarefa cuja execução se recomenda que não seja feita individualmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além de traduzir o livro, o rabino esclareceu os trechos obscuros, que são muitos, e os termos dúbios, comparou edições, identificou trechos censurados pela Igreja, etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como o &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt; não segue uma organização temporal, rabinos que viveram em diferentes épocas podem aparecer na mesma página, fazendo com o que o leitor viaje no tempo, rumo a uma contemporaneidade tão remota quanto atual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Existe outra tradução do livro para o inglês, mas a versão de Steinsaltz vem repercutindo graças ao renome do rabino como divulgador da obra entre judeus e não judeus. Ele também é fundador da Shefa, centro de investigação intelectual internacional sobre questões da atualidade, judaicas e gerais. Steinsaltz supervisionou uma tradução em equipe para o inglês do &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt;, já publicada. Existem traduções para o russo e o francês e existem planos para versões em castelhano e português.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar de milenar, o livro segue despertando interesse em diversos países e culturas. Existe, por exemplo, uma recente tradução para o árabe - que vem suscitando polêmica. No Brasil, foi publicado um volume completo do &lt;em&gt;Talmude, Sucá &lt;/em&gt;(Cabana), com tradução de David Azulay (Sêfer).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em visita a São Paulo, Adin Steinsaltz fez várias palestras sobre sua obra em geral, filosofia e religião. E concedeu ao &lt;em&gt;Sabático&lt;/em&gt;, esta semana, a entrevista a seguir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As origens do &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt; remontam a dois mil anos. Ele fala, então, de coisas antigas - ao menos na aparência. Como o senhor explicaria o interesse pelo livro fora do âmbito da religião judaica?&lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;O livro era novo há quase dois mil anos e assim continua. A linguagem é, logicamente, um tanto antiga, as anedotas também. Há questões sobre dois cavalos, três camelos. As pessoas usavam a própria linguagem e a realidade delas, mas os problemas são atuais. Dois mil anos, não fazem diferença; por quê? Porque o &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt; é um livro muito original. Não há nada similar. Imagine uma mesa à qual se sentam todos os que estudam: assim opera o&lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt;. Num dos lados senta-se Moisés, nos outros lados as pessoas mais próximas a ele; eu fico no último lugar, mas o ponto aqui é que todos falam uns com os outros, inclusive os rabinos do texto. Nós, todo o tempo, temos um tipo de conversa entre muitas pessoas juntas. Nós não mudamos nesse tempo, continuamos a fazer as mesmas perguntas sobre os mesmos problemas; nós amamos, odiamos, tentamos ser melhores, fazemos guerras, às vezes também fazemos a paz. Todas essas coisas existem no &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt;, todas as questões humanas estão lá. Muitos milhões de pessoas acreditam na &lt;em&gt;Bíblia&lt;/em&gt;. Há, por exemplo, uma pessoa que vive em Belo Horizonte. Para ela, Davi, Salomão, Moisés, não importa, às vezes eles são mais reais do que&amp;#8230; eu não estou certo de que essa pessoa saiba ou precise saber quem é o presidente do Brasil, mas Davi ela precisa saber quem é. No final das contas, parte dos bilhões de pessoas que habitam o mundo se interessa pela religião, o que Jesus fez, disse, a quem ele escreveu&amp;#8230; As conversas daquele jovem judeu são as nossas conversas. O &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt; é um livro que trata da vida. Desse ponto de vista, as pessoas na Espanha ou Arábia Saudita podem se interessar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mas ao mesmo tempo o &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt; é também famoso por sua complexidade. O senhor poderia explicar como é essa complexidade?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse é o problema. Trata-se de um livro escrito de maneira original. É um livro de diálogos, mas não o diálogo de Platão. É como se colocassem um pouco de Platão, de Kant, de Descartes, todos juntos. Também para um judeu não é um livro fácil. Por quê? Parte dele é escrita num estilo muito especial. Imagine um livro sobre matemática escrito no estilo de James Joyce. O &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt; está escrito como James Joyce fez: fluxo de consciência. É a mesma coisa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;E um fluxo de consciência coletivo, em que narradores e personagens se fundem, não?&lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;Pois está escrito assim. &lt;em&gt;Ulisses&lt;/em&gt;, de James Joyce, também é difícil de se ler. Mas é um grande livro e as pessoas o leem em todas as partes do mundo. O &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt; é um livro evidentemente maior, mais importante. Os livros de Joyce se ocupam de um pouco dos problemas humanos; o &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt; ocupa-se de todos os problemas. É difícil encontrar uma questão que falte por completo no Talmude. Por que os gatos têm memória tão boa? Não é uma pergunta que se refira à nossa existência, mas é uma pergunta. Por quê?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Seria possível resumir o sentido básico do &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt;?&lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;Num certo sentido, a base da existência judaica encontra-se nesse livro. Agora, por causa disso, em todos os lugares tentaram queimá-lo. Eu estive em Roma para uma pequena comemoração quando terminei meu trabalho com o &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt;. Havia jornalistas, a televisão. O bonito da história é que fizeram o evento no lugar onde há seis séculos queimaram o &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt;, no mesmo lugar, na mesma praça onde queimaram Giordano Bruno. Fizeram algo novo nessa praça, sinal de que o &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt; ainda vive.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quais são os sinais de interesse pelo &lt;em&gt;Talmude &lt;/em&gt;fora do mundo judaico?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Há alguns meses recebi a visita de um homem que me deu um livro que escrevi sobre o&lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt;, traduzido para o farsi, publicado por uma universidade de Teerã (no Brasil: &lt;em&gt;‘O Talmud Essencial’, editora Koogan&lt;/em&gt;, 1990). Há judeus lá, mas o livro saiu por uma universidade oficial. Certo, o Irã não fica muito distante de Israel, mas há anos escrevi um comentário sobre os &lt;em&gt;Pirqei Avot &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;Capítulos dos Patriarcas&lt;/em&gt;, breve tratado da parte hebraica do Talmude, a Mishná), em hebraico, para os chineses, que o traduziram. Foi publicado pela Academia de Ciências da China e me convidaram para a apresentação da obra. Os chineses acham que são o centro do mundo. Eles acham que todos os europeus são bárbaros e os temem. Agora, ouvi dos chineses que eles nos aceitam, não nos temem, eles nos respeitam porque nós somos um povo de cultura, milhares de anos de cultura - e isso interessa a eles. Na Coreia do Sul, o &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt; é um livro popular. Os sul-coreanos estudam o &lt;em&gt;Talmude&lt;/em&gt; nas escolas. Por quê? Eles dizem que é porque se trata de um livro muito importante, então não podem deixar de conhecê-lo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nisso tudo não está presente apenas a questão do saber, mas também da religião. Qual seria o significado dela hoje?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O significado da religião em nosso tempo é o mesmo que ela sempre teve. Como já disse, o ser humano não mudou. O ser humano tem religião desde que ele existe, desde os primeiros registros. O ser humano, por mais primitivo que seja, tem religião. Aqueles que chamam de índios, na Terra do Fogo, não é só que eles creem, eles são monoteístas. Como eu digo sempre, o politeísmo é um tipo de decadência dessa fé. Querem tornar a fé mais racional, então dizem que não é provável que exista um Deus capaz de proporcionar e de tirar a vida, a construção e a destruição. É preciso que existam, então, divisões: este deus constrói, este outro, destrói&amp;#8230; Esta deusa cuida das mulheres&amp;#8230; Um tipo de repartição como no funcionalismo público. Há pessoas que escreveram sobre isso, em termos de ficção científica: o que acontecerá se o robô se tornar mais e mais sábio? Existe a possibilidade de que ele também rezará.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fora de Israel muitas pessoas têm a ideia de que a religião domina a política no país. Como o senhor vê isso?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vamos começar pela questão do idioma. Um jornalista brasileiro que não sabe francês seria enviado à França? Não. A maioria dos jornalistas estrangeiros em Israel não conhece o idioma. Conversam com três professores e aceitam a impressão deles. Se você quer saber como as pessoas vivem, vá ao mercado, às lojas. Há jornalistas que vão a Israel sem a menor noção. A ortodoxia é minoria em Israel. Não é maioria. Ela não determina a política israelense. O problema é a quantidade de ignorância. Uma vez escrevi um livro com um amigo, &lt;em&gt;Sociologia da Ignorância&lt;/em&gt;, para explicar que a ignorância é uma estrutura cultural feita para que as pessoas não entendam. Antes de mais nada, a parte religiosa e nacional sempre foi unida entre os judeus. O que não é correto em relação a outros povos. Não é milagre que os franceses passaram de uma religião a outra. Nós sempre estivemos voltados para o nosso país. A poesia medieval hebraica fala na volta a Sion e não havia sionismo naquela época. Dizem por aí: &amp;#8220;Mas há os ortodoxos&amp;#8221;. A maioria dos judeus ortodoxos é contra o Estado de Israel. Eles não são nacionalistas e sim antinacionalistas. O que há é a religião misturada com o Estado; há pessoas que fazem negócios, mas vamos separar as coisas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O senhor, conhecido como um grande leitor, mencionou Joyce. Qual a sua opinião sobre a literatura israelense atual?&lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;Na literatura hebraica atual não vejo escritores muito grandes; há escritores mais famosos e menos famosos. Na maioria, os escritores israelenses, sinto dizer, - eu os conheço pessoalmente, Amós Oz, por exemplo, A.B. Yehoshua também, nós crescemos no mesmo lugar - são bons escritores, isto é, medianos. No entanto, eu também não vejo grandes escritores na Rússia nem nos Estados Unidos. Na América do Sul há nomes, aqui e ali. Eu não estou seguro quanto à grandeza deles. Gabriel García Márquez é interessante, talvez seja grande literatura, mas não estou seguro. Borges&amp;#8230; eu leio na maioria os livros antigos, eu não consigo ler livros novos. Shmuel Yosef Agnon (&lt;em&gt;Nobel de Literatura de 1966, prêmio dividido com Nelly Sachs&lt;/em&gt;), sim. Os atuais não têm a mesma estatura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MOACIR AMÂNCIO É PROFESSOR DE LITERATURA HEBRAICA NA USP E AUTOR DE YONA E O ANDRÓGINO - NOTAS SOBRE POESIA E CABALA (NANKIN/EDUSP) E ATA (RECORD)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Trecho do &lt;em&gt;Talmud, Shabat&lt;/em&gt;, capítulo dois, &amp;#8220;Com que acendemos&amp;#8221;&lt;br/&gt;(tradução de Moacir Amâncio)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O tradutor optou por um texto que se aproxime, na forma, ao original, sem maiúsculas. Traduções normalmente atualizam o texto utilizando pontuação contemporânea e preposições ausentes no original. Leia uma passagem:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;#8220;&amp;#8230;está escrito e louvei eu a alegria e está escrito e com a alegria o que fazer não há contradição melhor a raiva do que o riso melhor a raiva do senhor bendito seja sobre os justos neste mundo do que o riso do senhor bendito seja sobre os perversos neste mundo e eu louvei a alegria este é o riso que o sagrado bendito seja com os justos do mundo vindouro e louvei eu a alegria alegria do preceito e com a alegria o que fazer esta é a alegria que não provém do preceito isto é para que tu aprendas que a divina presença não se encontra na tristeza e nem na indolência e nem na zombaria e nem na leviandade e nem no trato de coisas vãs senão em coisa que contenha a alegria do preceito que está dito e agora convoque para mim um músico e quando ele tocava vinha sobre ele a mão do senhor disse rabino iehudá e assim com as coisas da halachá disse ravah e assim com o sonho bom pergunta-se é assim e disse rav guidel em nome de ravtodo discípulo de sábio que se assente diante do seu rabino e em seus lábios não haja amargura se queimando que está escrito seus lábios são lírios que gotejam mirra distilante não leia mirra (mor) e sim amargura (mar) não leia lírios (shoshanim) se não que estudam(sheshonim) não há contradição um é sobre o rabino e outro é sobre o aluno e se tu quiseres eu te direi um e outro são sobre o rabino e não há contradição um antes de iniciar o outro de pois de iniciar porque rabah antes de iniciar de iniciar diante dos sábios proferia gracejos e divertia os sábios no final se sentava com reverência e iniciava o estudo e também o livro dos provérbios&amp;#8221;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(O Talmud, Iluminuras, 2012, págs. 75-76) &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,estudo-iluminado-sobre-o-humano,986074,0.htm" target="_blank"&gt;Fonte: &lt;span&gt;Moacir Amâncio, O Estado de S.Paulo, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;18 de janeiro de 2013 | 23h 52&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/46104788500</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/46104788500</guid><pubDate>Sat, 23 Mar 2013 18:49:07 -0300</pubDate></item><item><title>Oliver Sacks lança livro em que analisa alucinações</title><description>&lt;p&gt;Quando era um jovem médico, Oliver Sacks fez uma viagem psicodélica e manteve uma conversa animada com uma aranha filosófica que soava como Bertrand Russell. Um coquetel de drogas contendo LSD proporcionou-lhe uma experiência arrebatadora de índigo - a cor do firmamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como neurologista, Sacks tinha fascinação por esses estados alterados, e seu mais recente trabalho, &amp;#8220;Hallucinations&amp;#8221; (Alucinações; ed. Random House, 288 págs., US$ 26,95, importado), examina mais de perto como o cérebro manifesta algo inexistente no mundo real. Autor de uma dúzia de livros, entre eles &amp;#8220;Tempo de Despertar&amp;#8221; (1973) e &amp;#8220;O Homem Que Confundiu Sua Mulher com um Chapéu&amp;#8221; (1985), Sacks, aos 79 anos, ainda atende alguns pacientes, dá aulas e escreve.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nós conversamos em seu estúdio no Greenwich Village, entre partituras de Bach, fotografias pessoais e espécimes científicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O que é uma alucinação?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Oliver Sacks:&lt;/strong&gt; Uma alucinação é uma súbita sensação detalhada específica - uma visão, um som, um cheiro ou um toque - que é projetada para fora de uma pessoa e parece absolutamente real. Mas, na realidade, tal objeto não existe no mundo real. Parece tão real e concreto porque as áreas do cérebro normalmente utilizadas na percepção são realocadas à alucinação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Por que costumamos estigmatizar essas vivências?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sacks:&lt;/strong&gt; A partir de 1830, as alucinações passaram a ter uma forte conotação médica. Na percepção médica e pública, muitas vezes é considerada sinônimo de esquizofrenia, possivelmente com demência ou dano cerebral, mas algo muito ruim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Fiquei surpreso com os resultados de um inteligente estudo, &amp;#8220;On Being Sane in Insane Places&amp;#8221; (Sobre ser são em lugares insanos). Apenas dizer que tinham ouvido vozes foi suficiente para que pessoas normais fossem hospitalizadas e medicadas.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sacks:&lt;/strong&gt; Achei interessante como elas foram identificadas apenas pelos pacientes verdadeiros, que ficavam perguntando se [tais pessoas] eram jornalistas ou professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Você conta a história de um atleta que sentiu ter sido raptado por alienígenas e ter viajado em uma grande nave dotada de luzes brilhantes. Tivemos uma onda de relatos sobre alienígenas, mas ela parece ter se dissipado. As alucinações são um fenômeno de moda?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sacks:&lt;/strong&gt; Cultura e vida pessoal influenciam as alucinações. Os alienígenas parecem ter saído um pouco de cena, mas os anjos talvez estejam de volta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Recordo-me da polêmica suscitada pelo professor John Mack, da Harvard Medical School, quando ele começou a estudar raptos por alienígenas.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sacks:&lt;/strong&gt; Na verdade, fiquei indignado diante de outro membro de Harvard: Eben Alexander, o neurocirurgião que afirma ter viajado para o além-vida no céu, enquanto esteve mergulhado num coma profundo. Argumentar que o sistema nervoso não é necessário para tal experiência, que [o cérebro] não a está mediando - mas sim que ela é infundida diretamente no espírito pelo espírito -, é anticientífico e falacioso. Sinto haver um desrespeito à natureza e ao sistema nervoso. Para mim, não pode haver nenhuma experiência sem o cérebro. Isso é muito fundamental.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O senhor diz que alucinações sempre desempenharam um papel importante nas religiões e muitas crenças se originaram de alucinações.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sacks:&lt;/strong&gt; Certamente, vozes e visões eram esperadas dos líderes religiosos, de tempos imemoriais a Joseph Smith. Na verdade, estou escrevendo um ensaio para definir mais claramente alguns dos meus pensamentos sobre religião e alucinações. Por ora, tem o título &amp;#8220;Seeing God in the Third Millennium&amp;#8221; (Vendo Deus no terceiro milênio).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Que repercussão o senhor teve com o artigo na &amp;#8220;New Yorker&amp;#8221; descrevendo suas experiências com drogas que alteram a mente?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sacks:&lt;/strong&gt; Não perturbou as pessoas tanto quanto eu pensava. Vem interessando muita gente. Mais especificamente, recebi um grande número de cartas, para não falar de livros e CDs, sobre índigo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O senhor tem algum alucinógeno favorito?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sacks:&lt;/strong&gt; Eu não tomo nada há anos. Na realidade, eu preferi mescalina a LSD, porque achei que proporcionava percepções mais ricas e ser menos propensa a desarranjar a mente. Tomar mescalina num lugar fisicamente belo pode ser uma experiência reveladora da beleza do mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Qual é a sua posição sobre a guerra contra as drogas?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sacks:&lt;/strong&gt; É lamentável, até porque teve o efeito colateral de fazer cessar toda investigação genuína. Eu certamente acho que as pessoas devem tomar essas coisas, se as tomarem, de forma responsável, algo que eu não fiz. Por outro lado, quero aproveitar para enfatizar que anfetaminas são terrivelmente perigosas e terrivelmente fáceis de ser produzidas. Elas precisam, de algum modo, ser controladas. São mais perigosas do que a morfina ou a cocaína.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Ler seus livros me faz sentir como é incrível ver que as pessoas são tão sãs - nosso equilíbrio é tão delicado e muita coisa pode dar errado.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sacks:&lt;/strong&gt; [A escritora] Doris Lessing disse isso depois de ler &amp;#8220;Tempo de Despertar&amp;#8221; - livro que mostra em que fio da navalha vivemos. É verdade que qualquer coisa pode acontecer a qualquer momento, mas estamos em uma base bastante ampla e bastante resistente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.valor.com.br/cultura/2954554/oliver-sacks-lanca-livro-em-que-analisa-alucinacoes" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;Fonte: &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Zinta Lundborg | Bloomberg/Valor Econômico, t&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.valor.com.br/cultura/2954554/oliver-sacks-lanca-livro-em-que-analisa-alucinacoes" target="_blank"&gt;radução de Sergio Blum, 2/1/2013&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/39478788891</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/39478788891</guid><pubDate>Wed, 02 Jan 2013 12:06:02 -0400</pubDate><category>Oliver Sacks</category></item><item><title>coolcatteacher:

“I’ve learned that people will forget what you...</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/467407b98db87920ce3b020aa13f8692/tumblr_mfy7pvQbyJ1qjm9bpo1_500.png"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;a class="tumblr_blog" href="http://vickidavis.me/post/39472585978/ive-learned-that-people-will-forget-what-you" target="_blank"&gt;coolcatteacher&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“I’ve learned that people will forget what you said, people will forget what you did, but people will never forget how you made them feel.” Maya Angelou&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Wise woman.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/39478637795</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/39478637795</guid><pubDate>Wed, 02 Jan 2013 12:03:12 -0400</pubDate></item><item><title>Uma proposta simples para divulgar ciência, por Osmir Nunes</title><description>&lt;p&gt;Neste 12 de junho de 2012 fazem 105 anos que José Reis nasceu. Durante seus 94 anos de vida queria ver o país fora da miséria, da miséria econômica e da miséria do conhecimento. Feito um missionário jesuíta determinado quis converter os ímpios subdesenvolvidos desta terra para o gosto da ciência, cultura e educação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para tornar esse conjunto de necessidades primordiais urgia em fazer algo para educar a população, valorizar a cultura e impulsionar a ciência, pensou em uma síntese desses elementos: a divulgação científica. Com essa estratégia era possível atuar dentro da sociedade com estímulos dos sentidos básicos do ser humano. Um deles é a curiosidade. Não importa classe social, categoria econômica ou informação cultural, todo individuo é curioso por natureza, uma curiosidade que vai para o mundo infinito do cosmo, ou inversamente mergulha no mundo, também infinito, do microcosmo. Enfim todos querem saber o que é essa coisa que dá vida dentro de nós.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A sociedade ainda é carente de pessoas que estudam e pesquisam esses universos e por outro lado havia uma plateia ínfima, na época de José Reis, e hoje, devido à diversidade de veículos de comunicação, um universo um pouco maior recebe uma torrente de notícias e informações de divulgação científica. A editoria de ciência dos noticiosos de forma geral dão boa audiência, leitores e internautas, buscam incessantemente leituras na área, basta verificar como tem bastante aporte de verbas publicitárias nesse gênero informativo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Divulgadores continuam cada dia se preparando mais. Programas são desenvolvidos, a divulgação científica, já é componente presente em grupos de pesquisas. Mas, a eficiência disso tudo como fica? Essa pergunta vem do fato de que todos vêm necessidade da divulgação científica e até tentam alguma ação que acaba sendo voltada para um grupo seleto ao seu entorno. As linguagens não tem a fluidez necessária para circular em ambiente maior e, sobretudo, comunicar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Marcelo Gleiser, um divulgador sintonizado com o tempo presente, como sempre, traz uma possível resposta. Trata-se de uma exigência que poderá se tornar uma atividade normal entre pesquisadores. Nos EUA está sendo solicitado ao pesquisador um texto final quando apresenta seus resultados, teses, por exemplo. O indivíduo ou grupo de pesquisadores apresentam o seu resultado com um texto especial para colocar nos meios de comunicação com uma linguagem acessível ao público em geral. Uma resposta simples para a popularização da ciência e um serviço especial para melhorar o conhecimento de todos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://abradic.com/proscientiae/" target="_blank"&gt;Fonte: Osmir Nunes, ABRADIC - Associação Brasileira de Divulgação Científica&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/39404823605</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/39404823605</guid><pubDate>Tue, 01 Jan 2013 16:38:33 -0400</pubDate><category>ABRADIC</category></item><item><title>O Google e José Reis, por Glória Kreinz</title><description>&lt;p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No Google acontece de tudo&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Agora mesmo fui procurar o nome do divulgador científico José Reis e encontrei nas primeiras citações, um advogado português, que nada tem a ver com nossa cultura.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Até a indicação da Wikipédia voltada para o nosso patrono estava na segunda página. É lógico que fiquei preocupada, sentindo nossa responsabilidade nisso.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Se José Reis é nome do prêmio brasileiro do CNPq que incentiva a divulgação científica no Brasil, merecia um destaque maior por meio de nossos divulgadores.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Sinto cada vez mais a pesquisa da memória nacional cedendo espaço para especulações individuais, que promovem grupos de poder, em detrimento daquilo que temos de melhor, e mais especificamente nacional.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Mauricinhos deslumbrados agem em pequenos grupos de pesquisa, tentando promover seus nomes e pesquisas internacionais, que em nada ajudam a melhorar e divulgar o que nos diz respeito, quando se trata de divulgação científica e comunicação.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Antes do Projeto Mídia Ciência da FAPESP que incentiva os cursos de divulgação científica, sejam eles acadêmicos ou fora da academia,chegamos a encontrar, eu e Crodowaldo Pavan, conselheiros do referido órgão que desconheciam o nome de José Reis, sendo ele um dos maiores responsáveis do repasse de verbas do Governo do Estado para a FAPESP.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Lutamos contra isso, e a falecida Amélia Hamburguer foi um dos nomes chaves nesta luta.Mas a luta não terminou, e permanecemos atentos ao que chamamos de memória da divulgação cientifica, ou memória nacional.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Se o acervo José Reis continua se deteriorando em uma sala perdida da USP, temos o acervo José Reis da ABRADIC que permite continuar nossas pesquisas. E nomes como o historiador da ciência, Prof. Dr. Gildo Magalhães, continuam resistindo.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Ficar atento é necessário, como dizia Jacques Derrida, porque os jogos de poder continuam existindo dentro e fora da academia. E nem sempre os melhores intencionados ganham este jogo.Continuamos na luta, pagando para ver.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;Para ler mais, &lt;a href="http://abradic.com/abradic/" target="_blank"&gt;clique aqui.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/39404312423</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/39404312423</guid><pubDate>Tue, 01 Jan 2013 16:32:22 -0400</pubDate><category>Abradic</category><category>José Reis</category></item><item><title>Jornalismo Científico e o ensino de ciências, por Wilson da Costa Bueno*</title><description>&lt;div align="justify"&gt;
&lt;p&gt;As pessoas bem informadas sobre a precária situação do ensino brasileiro não ignoram que temos um déficit imenso de professores no segundo grau, particularmente para as disciplinas de Química, Física, Biologia, e que chega a ser dramático nas  regiões menos favorecidas do País. Isso significa que um número formidável de alunos termina o segundo grau sem ter efetivamente aulas específicas nestas áreas, submetidos a improvisações de toda ordem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas o problema não se resume a esta ausência de professores, mas também à capacitação daqueles que se dispõem a ministrar conteúdos nestas disciplinas. Como resultado deste cenário, os alunos acabam não tendo os conhecimentos mínimos sobre ciências e, portanto, incapazes de, no futuro, se situarem num mundo em que a ciência e tecnologia desempenham um papel cada vez mais importante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A avaliação internacional sobre o conhecimento dos alunos, realizada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), conhecida como Pisa, na edição de 2007 já indicava este panorama para o Brasil, mas ele foi corroborado recentemente em São Paulo por meio de trabalho do Governo do Estado junto aos estudantes da rede estadual de ensino.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os resultados relativos ao ensino de ciências são assustadores, evidenciando que uma porcentagem significativa dos alunos não detém  informações e conhecimentos científicos compatíveis com a série em que estão matriculados. Assim, por exemplo, os alunos da sexta série não sabem como a malária é transmitida, não associam saneamento básico com mortalidade infantil, não reconhecem a participação do barbeiro na Doença de Chagas. Já os da oitava série não sabem que o álcool é menos poluente do que a gasolina, desconhecem o efeito básico da gravidade e os do terceiro ano não conseguem dizer porque não se deve jogar pilhas e baterias no lixo comum e nem identificam fontes renováveis de energia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dados da  CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior mostram que menos de 10% dos professores de Física e apenas 12% dos professores de Química têm formação específica nestas áreas, ou seja,  o ensino de ciências não está sendo conduzido por profissionais capacitados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se isso ainda é pouco, pode-se ainda arrolar mais argumentos para justificar a precariedade do ensino de ciências, como a proposta básica da maioria destes cursos, voltada para o uso repetido de fórmulas e pouca preocupação com o aprendizado dos conceitos. Na prática, os alunos decoram, fazem contas, mas não estimulados a experimentar, a descobrir por conta própria como as coisas funcionam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este cenário preocupante tem um impacto negativo para o jornalismo cientifico e a divulgação científica de maneira geral, visto que cidadãos analfabetos cientificamente têm sempre muita dificuldade para ler, assistir ou ouvir notícias, reportagens de ciência e tecnologia, visto que não dominam conceitos ou termos básicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas, como toda crise traz sempre uma oportunidade,  o jornalista científico, ciente destas dificuldades, pode cumprir uma função importante no processo de alfabetização científica, buscando favorecer o contato do cidadão comum com as informações e os conceitos em ciência e tecnologia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na prática, isso significa que ele deve assumir que o leitor, telespectador, radiouvinte ou internauta pode não ter conhecimento adequado de conceitos e termos técnicos e buscar resgatá-los, esclarecê-los de modo a favorecer a compreensão do texto (notícia ou reportagem) sobre ciência e tecnologia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com isso, o jornalista científico não estará substituindo o papel do professor de ciências (que continua sendo indispensável), mas pelo menos estará contribuindo para que as informações em ciência e tecnologia estejam acessíveis, sejam mais facilmente entendidas por pessoas pouco iniciadas nos temas das pautas que, em geral, na cobertura de ciência e tecnologia, são complexas e pouco familiares ao  público leigo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Infelizmente, muitos jornalistas científicos acabam deixando de atuar como mediadores no processo de divulgação científica, exatamente porque ignoram esta realidade (o baixo nível de alfabetização científica da audiência) ou porque, tentando demonstrar erudição, se afastam dos não iniciados ou iniciantes nestas áreas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como temos também destacado, o jornalismo científico pode , ao mesmo tempo, contribuir para despertar novas vocações, estimular sobretudo crianças e jovens a decidirem pela carreira científica ou docente, em especial nas áreas de Química, Física ou Biologia, preenchendo esta lacuna significativa do País na formação de professores para o ensino de Ciências.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As avaliações do Pisa e do Governo do Estado de São Paulo estão apontando para a necessidade de medidas urgentes e tanto os educadores como os divulgadores científicos têm uma função importante a desempenhar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.jornalismocientifico.com.br/jornalismocientifico/artigos/jornalismo_cientifico/artigo30.php" target="_blank"&gt;*Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor do programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UMESP e de Jornalismo da ECA/USP, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/39403678635</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/39403678635</guid><pubDate>Tue, 01 Jan 2013 16:24:43 -0400</pubDate><category>jornalismo científico</category></item><item><title>Portal do Jornalismo Científico</title><description>&lt;a href="http://www.jornalismocientifico.com.br/jornalismocientifico/artigos/relacao_jornalista_cientista/relacaojornalista.php"&gt;Portal do Jornalismo Científico&lt;/a&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/39403333275</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/39403333275</guid><pubDate>Tue, 01 Jan 2013 16:20:31 -0400</pubDate><category>jornalismo científico</category></item><item><title>NEUROCIÊNCIA COGNITIVA E A NOSSA REALIDADE, por Dr. Roberto Muller</title><description>&lt;a href="http://www.sbneurociencia.com.br/drrobertomuller/artigo1.htm"&gt;NEUROCIÊNCIA COGNITIVA E A NOSSA REALIDADE, por Dr. Roberto Muller&lt;/a&gt;: &lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Uma das subdivisões do estudo da neurociência é a &lt;strong&gt;neurociência cognitiva&lt;/strong&gt; que aborda os campos de pensamento, aprendizado e memória. O estudo do planejamento, do uso da linguagem e das diferenças entre a memória para eventos específicos, e a memória para a execução de habilidades motoras, são exemplos da análise ao nível cognitivo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Para Kandel, ganhador do Prêmio Nobel em Fisiologia e Medicina em 2000, a neurociência atual é a neurociência cognitiva, um misto de neurofisiologia, anatomia, biologia desenvolvimentalista, biologia celular e molecular e psicologia cognitiva.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;A sensação e a percepção são o ponto de partida para a pesquisa moderna dos processos mentais. John Locke e cols. sustentaram que todo conhecimento é obtido por meio da experiência sensória – daquilo que nós vemos, ouvimos, sentimos, degustamos e cheiramos. Ele propôs que, ao nascimento, a mente humana seria como uma tabula rasa, uma folha vazia onde a experiência deixaria suas marcas.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vamos então supor que a Mente pudesse ser, como se diz, um papel em branco sem quaisquer letras, sem quaisquer idéias; Como então ela poderia ser mobiliada? De onde vêm todos os materiais da razão e do pensamento? Para isso eu respondo, em uma palavra, da Experiência. Experiência que se fundamenta todo nosso conhecimento e, a partir dela, em última análise, ele se origina.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoBodyText2"&gt;As experiências que passamos em nossas vidas são informações que chegam ao sistema nervoso central na forma de estímulos sensoriais. O encéfalo processa essas informações procurando compará-las com outras que já estejam previamente guardadas, reconhecendo-as ou não. Esse mecanismo não envolve apenas os aspectos físicos dessa informação (cor, forma, tamanho), mas também as relacionando com os aspectos diretamente ligados aos sentimentos e emoções. Após seu processamento, um conjunto de sensações é memorizado com a informação recebida que pode ser agradável ou não.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Os cinco órgãos dos sentidos são canais de captação dessas novas informações, mas eles apresentam algumas limitações. Por exemplo, nem todas as freqüências sonoras são percebidas pelo nosso sistema auditivo, isto é, nem todos os sons que percebemos, são interpretados pelo nosso encéfalo.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoBodyText"&gt;Além disso, nossas percepções diferem qualitativamente das propriedades físicas dos estímulos, visto que o sistema nervoso extrai somente determinadas partes da informação de cada estímulo, enquanto ignora outras, e assim interpreta esta informação no contexto das estruturas encefálicas e das experiências prévias.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoBodyText"&gt;Assim, nós recebemos ondas eletromagnéticas de diferentes freqüências , mas as percebemos como as cores vermelho, azul e verde. Recebemos ondas de pressão dos objetos vibrando em diferentes freqüências, mas ouvimos sons, palavras e música.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Cores, sons, sabores e odores são criações mentais construídas pelo encéfalo a partir da experiência sensória. Elas não existem, como tal, fora do encéfalo.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo que nossas percepções quanto ao tamanho, forma e cor dos objetos sejam derivadas de padrões de luz que chegam às nossas retinas, nossas percepções, ainda assim, parecem corresponder às propriedades físicas dos objetos. Na maioria das vezes podemos usar nossas percepções para manipular um objeto e predizer aspectos do seu comportamento. A percepção permite que organizemos características essenciais de um objeto o suficiente para podermos manipulá-lo apropriadamente. Assim, nossas percepções não são registros diretos do mundo ao nosso redor. Ao contrário, elas são formadas internamente, de acordo com as limitações impostas pela arquitetura do sistema nervoso e por suas habilidades funcionais.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;A realidade existente ao nosso redor, no mundo exterior, é filtrada por diversos mecanismos, muitas vezes, distorcendo-os. Somente as informações que chegam a ser processadas pelo nosso encéfalo é que constroem uma realidade própria, dentro da interpretação de nosso próprio sistema nervoso, sempre baseado em nossas capacidades cognitivas.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoBodyText"&gt;Tem sido dito que a beleza está nos olhos de quem a vê. Como hipótese… essa idéia indica claramente o problema central da cognição… o mundo da experiência é produzido pelo homem que a vivencia… Com certeza existe um mundo real de árvores, pessoas carros e mesmo livros, que tem uma grande relação com a nossa experiência desses objetos. Nós, no entanto, não temos acesso direto ao mundo real, nem a qualquer de suas propriedades.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoBodyTextIndent2"&gt;Tudo o que sabemos sobre a realidade é mediada não somente pelos órgãos do sentido, mas também por complexos sistemas que interpretam e reinterpretam a informação sensória… O termo “cognição” se refere a todos os processos pelos quais uma aferência sensória é transformada, reduzida, elaborada, armazenada, recuperada e utilizada  -  (ULRIC NEISSER, 1967)&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;A percepção da realidade criada pelo seu cérebro (realidade subjetiva) corresponde totalmente à realidade existente ao seu redor (realidade objetiva) ou é apenas parcial?&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;E se essa realidade (subjetiva) pudesse ser influenciada ou alterada se tivéssemos um controle maior dos padrões de pensamentos utilizados por nossa memória para comparar informações pré-concebidas com as novas? Não teríamos outra conscientização de uma mesma realidade (objetiva)?&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;A Realidade Objetiva é aquela  intangível pela restrição perceptiva de nossos cinco sentidos. A Realidade Subjetiva é aquela resultante da assimilação dos estímulos externos filtrados pela nossa capacidade cognitiva que nem sempre corresponde à realidade objetiva e na qual orientamos nossa vida em função da mesma, tornando-se assim, plenamente mutável.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;A ciência já conhece a capacidade de reorganização e reestruturação de nossas conexões neurais (neuroplasticidade). Técnicas de reprogramação mental surgem a cada dia. Até quando continuaremos a vivenciar experiências que culminem na obrigação de vivermos dentro de uma realidade insatisfatória e desagradável, se dentro de nós mesmos existe a possibilidade de fazer mudanças e transformar nossas realidades? Tudo depende da conscientização e da vontade de cada um.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Baseado na obra de KANDEL, E.R. et al.- Principles of Neural Science. 4ª ed.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.sbneurociencia.com.br/drrobertomuller/index.htm" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;Dr. Roberto Muller&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/39402450253</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/39402450253</guid><pubDate>Tue, 01 Jan 2013 16:09:34 -0400</pubDate><category>neurociência</category></item><item><title>Revista Neurociências </title><description>&lt;a href="http://www.revistaneurociencias.com.br/"&gt;Revista Neurociências &lt;/a&gt;: &lt;p&gt;A &lt;strong&gt;Revista Neurociências&lt;/strong&gt; (ISSN 0104-3579 e ISSNe 1984-4905) é um periódico com volumes anuais e números trimestrais, publicados em março, junho, setembro e dezembro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi fundada em 1993 pelo Prof. Dr. José Geraldo de Camargo Lima, tem como Editor Chefe o Prof. Dr. Gilmar Fernandes do Prado, desde 2004, e conta com a administração da Associação Neuro-Sono, em São Paulo-SP.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Publica artigos de interesse científico e tecnológico, voltada à Neurologia e às ciências afins, realizados por profissionais dessas áreas, resultantes de estudos clínicos ou com ênfase em temas de cunho prático, específicos ou interdisciplinares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos os artigos são revisados por pares (peer review) e pelo Corpo Editorial. Os artigos aprovados são publicados na versão impressa em papel e na versão eletrônica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A linha editorial da revista publica preferencialmente artigos de pesquisas originais (inclusive Revisões Sistemáticas), mas também são aceitos para publicação artigos de Revisão de Literatura, Atualização, Relato de Caso, Resenha, Ensaio, Texto de Opinião e Carta ao Editor, desde que aprovado pelo Corpo Editorial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Trabalhos apresentados em Congressos ou Reuniões Científicas de áreas afins poderão constituir-se de anais em números ou suplementos especiais da Revista Neurociências.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Editor Chefe / Editor in chief&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Gilmar Fernandes do Prado, MD, PhD&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;Unifesp, SP.&lt;/p&gt;</description><link>http://alfredopassos.tumblr.com/post/39401845327</link><guid>http://alfredopassos.tumblr.com/post/39401845327</guid><pubDate>Tue, 01 Jan 2013 16:02:00 -0400</pubDate><category>revista neurociências</category></item></channel></rss>
