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É possível uma revolução empreendedora no setor tecnológico da América Latina?

Quatro companheiros de uma universidade decidiram criar em 2011 um site de buscas de descontos, promoções e vantagens para os usuários que tenham um ou mais cartões de crédito e débito. Assim nasceu a Skonto, que se converteu no primeiro aplicativo argentino a fazer parte da Store, a loja de aplicativos da Microsoft para o Windows 8. Embora Diego Verzino e Federico Del Pup, estudantes de marketing e idealizadores do empreendimento, tenham contado com o apoio da UADE (Universidade Argentina da Empresa) e com a participação de outros estudantes especializados em informática, esperam atingir um ponto de equilíbrio para que a empresa tenha condições de se autofinanciar.

A Skonto é uma das várias empresas de perfil tecnológico que estão surgindo por toda a região nos últimos tempos. Tanto é assim que alguns especialistas acreditam que esteja em andamento uma verdadeira revolução cultural no setor empresarial. No dia 13 de outubro do ano passado, a Economist repercutia esse fenômeno com a publicação do artigo “O fascínio do Chilecon” [The  lure of Chilecon], em que destacava as políticas públicas adotadas pelo país através da Start-Up Chile, uma iniciativa surgida em 2010 para atrair profissionais da área de tecnologia com o objetivo de criar um Vale do Silício em pequena escala.

“A iniciativa consiste basicamente num projeto em que o Estado chileno investe juntamente com outros investidores em determinados locais a fundo perdido”, observa Paris de l´Etraz, diretor do Venture Labdo IE Business School, cujo propósito é o desenvolvimento e a consolidação de empresas start-up. A instituição estatal entra com 90% dos fundos para o desenvolvimento do projeto até US$ 40.000, “mas não se trata de se transformar em investidor, já que seu objetivo é apenas ajudar as empresas locais a crescer. Se chega um empreendedor com referências, qualificado, ele passa a tomar parte do investimento”, acrescenta De l’Etraz. Graças a essa iniciativa em que os empreendedores têm de permanecer no país pelo menos sete meses, o Chile é hoje o país onde mais se valoriza a iniciativa empresarial.

Todavia, as comparações com o Vale do Silício talvez sejam exageradas, observa De l’Etraz, que acaba de participar de vários Venture Days na América Latina, onde são apresentadas start-ups a um público de investidores locais e internacionais. “As pessoas acham que é fácil replicar o Vale do Silício, mas seu ecossistema empreendedor é muito especial.” Para ele, o que mais chama a atenção é o fato de que os investidores-anjos têm experiência prévia como empreendedores e, portanto, “conhecem a mentalidade empreendedora, sabem identificar uma empresa e uma equipe empreendedora, têm como avaliá-la e fazê-la crescer”. Todavia, na maior parte dos países do mundo, inclusive na América Latina, os investidores-anjos ou os que dirigem fundos de investimentos não têm perfil empreendedor, vivem de bancos de investimentos e agora investem em empresas. “A mentalidade do investidor-banqueiro se ocupa em fazer transações, e não em empreender.” Por isso, disse, “é preciso trocar o chip do investidor”.

Por outro lado, o Vale do Silício conta com duas das mais prestigiadas universidades de engenharia do mundo — Berkeley e Stanford —, além de haver uma diversidade muito difícil de replicar, constituída por gente extremamente brilhante vinda de todas as partes do mundo. Muitos lugares tentaram imitar o modelo do Vale do Silício, e alguns foram bem-sucedidos, como Israel, “mas se trata de um caso especial, porque o país recebe muito dinheiro dos EUA e existem ali inúmeros investidores e fundos de origem americana. Além disso, a cultura local é muito empreendedora”, diz.

É verdade que as barreiras de semelhança com o Vale do Silício estão caindo, observa De l’Etraz. Ele diz que países como a Espanha estão se convertendo em um bom destino para a criação de start-ups porque “os salários abaixaram e os profissionais têm bom nível de educação e experiência técnica, assim como uma boa qualidade de vida, ao passo que no Vale do Silício os salários são proibitivos”. De l’Etraz cita como exemplo a Tyba, uma empresa de estudantes estrangeiros radicada na Espanha que ajuda a fazer a ligação das empresas com jovens talentos através da Internet.

As mesmas condições ocorrem em vários países da América Latina. Javier Zúñiga, diretor do curso de engenharia da computação da UADE, na Argentina, lembra que o país conta, além disso, com “um capital humano de excelente qualidade, com boa formação e nível de inglês para projetos ou trabalhos internacionais, o que é fundamental para a TI”.

Obstáculos

Seja com for, ainda há obstáculos a serem superados. O argentino Del Pup, de 29 anos, se queixa da falta de financiamento de risco tanto em seu país como no resto da região. Ele acrescenta que não há tampouco entidades governamentais que apoiem o empreendedor, “embora o mundo da Internet esteja crescendo e precise de impulso”.   

De l’Etraz acrescenta que em uma visita recente à Argentina, observou um clima de nervosismo entre os empreendedores devido à falta de confiança dos estrangeiros no mercado local, o que tem levado muitas start-ups a migrarem para outros países. “No Venture Day do México, havia vários projetos argentinos. Na Colômbia também. O argentino é muito empreendedor e faz boa propaganda de si. O país oferece muitas oportunidades, mas enquanto a situação política não se estabilizar, não crescerá como deveria crescer.”

Martín Vivas, facilitador em Buenos Aires da Startup Weekend, uma iniciativa que propõe a criação de empresas em três dias apenas, reconhece que os fundos de investimentos não chegam até a Argentina. “O investidor procura gerar uma relação com os empreendedores e, nesse sentido, estamos ainda um pouco distantes de consegui-lo”, acrescenta o facilitador e também membro do Palermo Valley, uma comunidade de empreendedores cujo objetivo é impulsionar a indústria da Internet através, por exemplo, de viagens a outros mercados. Nas visitas que fizemos ao Vale do Silício, por exemplo, “vimos projetos de outros países que não tinham diferença alguma em relação ao nosso. Nosso profissionais são muito qualificados”, diz orgulhoso.

Independentemente do contexto de cada país ou região, De l’Etraz observa que resta um problema crucial a ser resolvido: a prática de políticas fiscais favoráveis aos investidores-anjos, como a concessão de benefícios fiscais em caso de prejuízos. “No dia 10 de julho haverá um Venture Day na Colômbia, e um dos requisitos é que as empresas sejam colombianas. Mas, o que significa ser colombiano quando muitas empresas se instalam em Miami, mas fazem negócios na Colômbia, ou em outros lugares, por causa dos impostos?”, observa De l’Etraz. Ele acrescenta que “os governos devem levar a sério o problema e criar políticas, como nos EUA, para atrair o investimento, e que seja interessante, do ponto de vista fiscal, arriscar-se no mundo das start-ups”.

Diante disso, De l’Etraz não crê que esteja havendo atualmente uma revolução no empreendedorismo tecnológico na região, embora acredite que isso ocorrerá dado que o número de eventos de empreendedorismo vem crescendo e há um envolvimento maior por parte dos governos, “como o macroevento empreendedor que se realizará em novembro por iniciativa do governo do Peru”, disse. Contudo, De l’Etraz diz que a desejada consolidação do fenômeno ocorrerá se houver uma maior participação do setor privado.

Aceleradoras

Por sorte chegaram ao “fim do mundo” — como o disse o papa argentino Francisco sobre sua origem no dia de sua eleição — algumas aceleradoras e iniciativas que buscam projetos inovadores e lhes dão impulso econômico.

Uma delas, a Wayra, aceleradora que pertence à empresa de telecomunicações Telefonica e concede um capital-semente de até US$ 50.000 àquelas start-ups que têm “fome” de crescer e de se expandir para além de suas fronteiras. “A Wayra foi pensada para a América Latina porque imaginamos que teria o ecossistema empreendedor que buscávamos. Sabíamos que os projetos nessa região eram bons e, por isso, nos expandimos primeiro na Argentina, Colômbia, México e Espanha. Em outras palavras, estavam dadas as condições ideais pela existência de bons profissionais, pessoas com iniciativas e ideias diferentes, mas que não encontravam recursos para levá-las adiante”, observa Andrés Saborido, gerente da Wayra na Argentina.

“Oferecemos espaço de trabalho na Telefonica e durante 4 ou 12 meses ajudamos os interessados com coaching e mentores, para que se dediquem aos temas legais, de constituição da sociedade e desenho do produto. Procuramos oferecer metodologias ágeis para o desenvolvimento do aplicativo, para testá-lo e avaliá-lo, inclusive num final de semana”, observa Saborido.

Uma vez concluído o projeto, a Wayra oferece a possibilidade de trabalhar para a Telefonica. “Isso dá à empresa escala de empreendedor, porque estamos em 12 países. Em troca desses serviços ficamos com 10% do capital da start-up, mas a decisão de prestar serviços a Telefonica é do empreendedor”, explica o executivo. É o caso da argentina Joincube, uma rede social interna para empresas que trabalha tanto para o grupo espanhol quanto em outros países. No Chile, inclusive, recebeu capitais de fundos de investimentos.

Saborido, da Wayra, acredita que muitas vezes os empreendedores estão à espera da chegada dos investidores-anjos, mas como não há disponibilidade de capital para todos, em sua opinião, “o interessante é que as empresas se fixem em um mercado regional ou global para, desse modo, ter acesso a fundos estrangeiros”. A aceleradora já investiu em 18 empreendimentos na Argentina e 180 no mundo todo.

Aprender a fracassar

Em outras iniciativas, como a Start-Up Weekend, cada participante lança uma ideia em um minuto; em seguida, as melhores ideias são votadas e formam-se equipes encarregadas do seu desenvolvimento. Poucas vezes, entretanto, as “start-ups se convertem em empresas de verdade”, reconhece Martín vivas. Contudo, em sua opinião, elas servem para que os participantes adquiram habilidades que os ajudarão a criar seu futuro como empreendedores. Entre elas, a experiência de aprender a errar, o que é muito útil no caso do empreendedor argentino, “muito dado à frustração, diferentemente do anglo-saxão, que sabe esperar até que uma ideia se desenvolva ao longo do tempo até amadurecer”.

Vivas observa que embora o argentino tenha outras qualidades, como sua capacidade de resolver problemas complicados, ele acha difícil trabalhar com a ideia de um projeto, “talvez porque vivamos em constante crise”, por isso é difícil ter um projeto a longo prazo, por exemplo, para os próximos cinco anos. “O empreendedor espera grandes resultados em pouco tempo”, diz.

Por outro lado, o empreendedor da região tem de lidar com outra desvantagem do ponto de vista cultural: “Um fracasso empresarial é entendido como fracasso pessoal”, observa De l’Etraz. Para ele, as políticas fiscais também influem nisso. “Sempre nos dizem que não devemos ter medo de fracassar, mas não nos ajudam a não nos sentirmos fracassados, porque se nosso projeto fracassa, não podemos esquecer o passado. As dívidas ficam conosco. Já nos EUA, se sou empresário e falho, quebro minha empresa, o que passou, passou, e começo tudo de novo.”

Além de aprender a errar, os especialistas dizem que o empreendedor latino-americano deve perder o medo de partilhar sua ideia. Martín explica que “muitas vezes, os empreendedores creem que alguém vai roubá-la, e isso também está relacionado com o medo do fracasso. Na América Latina, há o preconceito de que a concorrência é sua inimiga, que errar é ruim, mas a verdade é que o inimigo nos ensina. Esta é uma indústria transparente, e se as coisas vão bem é porque você está fazendo tudo da maneira correta”.

Nesse sentido, Federico Del Pup, da Skonto, recomenda que “embora a ideia seja pequena, é preciso comentá-la e pô-la em andamento. É preciso contar o projeto, porque quanto mais gente participar dele, melhor. Ninguém pode lutar sozinho contra o  mundo’, diz. De fato, a empresa contratou Ignacio Raffa e Nicolás Viela, estudantes de informática, para agregar valor à parte técnica. “Foi muito importante, porque eles deram uma perspectiva nova ao negócio. Todos ganham nessa empreitada rumo a um bom porto; é uma forma de economia cooperativa”, diz.

Por outro lado, Zúñiga diz que alguns projetos que começam nos cursos de informática não têm visão comercial. “Nós os ajudamos para que se associem a alunos de outras especialistas. Procuramos acompanhá-los e contribuímos com a parte que lhes falta em sua formação profissional, como o esquema de um plano de negócios”, disse.

Por esse motivo, explica De l’Etraz, as universidades têm muito com que contribuir para a consolidação da atividade empreendedora na região. “Os estudantes precisam começar a pensar como empreendedores. É preciso ensinar-lhes que o fracasso faz parte da aprendizagem, bem como fazer melhor publicidade de si mesmo. Esse é o grande desafio.”

Fonte: Wharton School da Universidade de Pennsylvania e Universia.

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Alunos da PUC-Rio realizam TEDx para estimular grandes ideias

RIO - Para integrar e estimular estudantes a tirar ideias e projetos do papel, um grupo de 20 alunos da PUC-Rio realizou nesta sexta-feira (5) o primeiro TEDx da faculdade, evento organizado de forma independente e sob a licença do TED, organização mundial sem fins lucrativos que divulga ideias inovadoras e inspiradoras. Dezesseis palestrantes, entre alunos, ex-alunos e professores da universidade, apresentaram em 15 minutos ideias, projetos e histórias de vida.

O tema escolhido para o evento foi “Ato e Potência” e os convidados falaram sobre empreendedorismo, sustentabilidade, realização de projetos e paixão pelo o que fazem.

Mariana de Salles, formada em Desenho Industrial na PUC, contou sobre a angustia que a enorme quantidade de lixo produzida pelo homem lhe causava. Para “tirar o lixo do mundo” a designer se uniu a dois colegas e abriu a empresa Bolei, que cria soluções de design para os resíduos.

Pedro Salomão, diretor-executivo da Rádio Ibiza, produtora de identidade musical, e formado em Administração de Empresas na PUC, destacou que muitos confundem empreendedorismo com “abrir uma empresa”.

— As empresas é que precisam de pessoas empreendedoras. Gente que transforme algo que todo mundo faz igual — afirmou o empresário, que também é conselheiro do movimento “Rio eu amo eu cuido”.

Guilherme Lito, de 24 anos, estuda Engenharia de Produção na universidade e é co-criador de uma plataforma de conteúdo para empreendedores, a Luz. A empresa vende cursos, vídeos e planilhas que ajudam pessoas que querem empreender.

— A felicidade está dentro da gente e no hoje. Descubra quem você é e o que realmente gosta de fazer.

O evento foi idealizado por Luiz Carlos Guedes, de 20 anos, aluno de Direito da PUC-Rio. Para conseguir a licença do TED, Luiz trocou e-mails com a instituição relatando seu projeto e justificando a escolha do tema. Após três meses, a autorização foi concedida e desde novembro de 2012 o estudante trabalha na produção do evento com a ajuda de colegas. Uma equipe de 20 alunos de diferentes cursos montou a programação, buscou patrocínio, elaborou o cenário e gravou as palestras, que em breve estarão disponíveis no site do TED e no YouTube.

— A universidade tem um potencial incrível, que, às vezes, é desperdiçado porque as pessoas não interagem. Queria que o TEDx contagiasse e mobilizasse os alunos, queria que eles saíssem daqui determinados a tirar suas ideias do papel — diz o estudante.

O evento apresentou vídeos do TED Edu, braço educacional da organização, como o “Write your story, chance history” (escreva a sua história, mude a História), de Brad Meltzer, disponível neste link.

Fonte: Marina Morena Costa. Publicado: 5/04/13 - 17h26. Atualizado: 5/04/13 - 18h49

 

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Bill Gates, Steve Jobs e Richard Branson…grandes empreendedores que não foram excelentes alunos

Uma pergunta: o que é ser inteligente?

Se você acompanha os posts diários do Blog do Empreendedor do Estadão PME, já deve ter se identificado com um ou outro colega empreendedor que narra seus desafios, desejos e dilemas diários neste espaço.

O que fazer quando ocorre uma emergência com o cliente? O que fazer quando um investimento na empresa não deu certo? Automatizar ou não um processo? Deixar os colaboradores trabalharem em casa? Quem é o verdadeiro cliente da empresa? Pegar um empréstimo ou não? Ser dono do seu próprio negócio vale realmente a pena?

Mais do que concordar ou discordar, acredito que o mais importante para o empreendedor que lê os posts é utilizar sua inteligência para ir formando a sua própria convicção. “Ir formando”, bem no gerúndio mesmo, porque esta convicção pode ser alterada a partir do conhecimento e vivência de novas experiências empreendedoras.Há décadas muitos pesquisadores vêm apontando características do empreendedor típico e aparecem coisas como persistência, coragem, paixão, liderança, visão. E há testes que “medem” o seu perfil empreendedor. Até elaborei a minha:

Você é empreendedor?
Sim []
Não []

Nestas situações, a abordagem é a mesma: não concordo e nem discordo, apenas utilizo a minha inteligência para formar a minha própria convicção. A principal delas é que todo grande empreendedor aprende rápido. E faz isto porque é muito inteligente. Mas o que me incomodava nesta minha convicção é que boa parte dos grandes empreendedores não foram excelentes alunos e vários famosos até desistiram da faculdade como Bill Gates, Steve Jobs e Richard Branson.

Só encontrei a resposta para este incômodo quando conheci os trabalhos de Howard Gardner, autor da teoria das Inteligências Múltiplas. Gardner explica que a inteligência do ser humano não pode ser mensurada apenas pelo raciocínio lógico-matemático cobrado nos vestibulares e nas faculdades. Neste tipo de inteligência, o sujeito estuda para saber qual botão apertar. Se aperta o botão certo, tira nota 10 é considerado inteligente.

Não raro, o aluno “inteligente” decora qual botão apertar. Um dos alertas importantes destacados por Gardner é que “a maior parte dos testes (das escolas e faculdades) mede a inteligência lógica e de linguagem. Quem é bom nas duas é bom aluno.

Enquanto estiver na escola, pensará que é inteligente. Porém, se decidir dar um passeio pela cidade, rapidamente descobrirá que outras habilidades fazem falta, como a espacial e a intrapessoal – a capacidade que cada um tem de conhecer a si mesmo, fundamental hoje”.Mas muitos empreendedores que conheço não são apertadores de botão, já que em muitos casos, nem botão há ou em outros, eles criam seus próprios botões. Gardner defende que há outros tipos de inteligências como a musical, espacial, linguística, interpessoal, intrapessoal, corporal, naturalista e existencial.

E o que noto é que há empreendedores que não foram alunos “nota 10”, mas que têm uma elevada inteligência espacial para entender contextos, um elevado grau de confiança em função de sua inteligência intrapessoal ou são ótimos em lidar com pessoas, pois dominam a inteligência interpessoal, apenas para citar algumas das inteligências. Acredito que os grandes empreendedores souberam alinhar suas inteligências mais destacadas com o que Howard Gardner chama de

Cinco Mentes para o Futuro, que em sua opinião são essenciais para o desenvolvimento do ser humano que são a mente disciplinada (exige o esforço para sermos bons em algo), a mente sintetizadora (que sabe o que realmente importa e como isto pode ser combinado), a mente criativa (que cria soluções inovadoras eficazes a partir da disciplina e síntese), a mente respeitosa (que reconhece que o ser humano é único, com crenças e valores diferentes) e a mente ética (que faz a coisa certa mesmo quando não atende aos nossos interesses).

Veja gráfico sobre inteligências múltiplas abaixo

Tudo isto para você pensar que precisa utilizar suas inteligências para encontrar suas respostas para os seus dilemas, desafios e desejos de empreendedor. Só para exemplificar: O dilema de automatizar ou não um processo. A Juliana Motter da Maria Brigadeiro optou por não automatizar, mas se acompanhar a trajetória da Taciana Kalili da Brigaderia, a solução encontradafoi outra. Quem errou? Provavelmente todos aqueles que utilizaram a lógica-matemática para chegar à conclusão de que não havia mercado para um negócio só de brigadeiros.

Para terminar a resposta do meu teste para saber se você tem o perfil empreendedor: Se você acha que pode ou acha que não pode fazer algo, você está certo! Frase atribuída a Henry Ford que só teve sucesso na terceira empresa que fundou e com o modelo T (imagina qual foi a letra do primeiro modelo que ele lançou?).

 Fonte: Blog do Empreendedor/8 de março de 2013

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Administração de Marketing, 14a. edição, Philip Kotler e Kevin L. Keller

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Administração de marketing, 14ª edição, Autor:Philip Kotler e Kevin L. Keller, ISBN:9788581430003, Páginas:792, Dimensões:20,5 x 27,5 cm, Copyright:2013, Série:Peso:2.080 kg

Sinopse
A primeira edição de Administração de marketing, publicada há 45 anos, lançou conceitos inovadores que mudaram o modo como as pessoas viam o marketing, e, ainda hoje, em sua 14ª edição, esta continua sendo uma das principais características da obra. 
Nos últimos anos, o marketing tem sofrido muitas influências, em especial nos ambientes econômico, natural e tecnológico, motivo pelo qual esta edição enfatiza cada uma dessas áreas, abordando temas como o marketing em tempos de crises econômicas e recessões, o avanço da sustentabilidade e do marketing “verde” e o desenvolvimento crescente do marketing digital, fazendo com que a abordagem holística ganhe ainda mais importância para profissionais de marketing e o sucesso de suas ações.

Sumário
Prefácio; Edição brasileira;

Parte I. O que é administração de marketing; 1. Marketing para o século XXI; 2. Desenvolvimento de estratégias e planos de marketing;

Parte 2. Captação de oportunidades de marketing; 3. Coleta de informações e previsão de demanda; 4. Condução de pesquisa de marketing;

Parte 3. Conexão com os clientes; 5. Criação de relações de longo prazo baseadas em fidelidade; 6. Análise de mercados consumidores; 7. Análise dos mercados organizacionais; 8. Identificação de segmentos de mercado e seleção de mercados-alvo; 9. Criação de brand equity; 10. A busca pelo posicionamento da marca; 11. Dinâmica competitiva; 12. Definição da estratégia de produto; 13. Desenvolvimento e gerenciamento de serviços; 14. Desenvolvimento de programas e estratégias de determinação de preços; 15. Projeto e gerenciamento de canais integrados em marketing; 16. Gerenciamento de varejo, atacado e logística; 17. Planejamento e gestão da comunicação integrada de marketing; 18. Gerenciamento da comunicação de massa: propaganda, promoção de vendas, eventos e experiências e relações públicas; 19. Gerenciamento das comunicações pessoais: marketing direto e interativo, comunicação boca a boca e vendas pessoais; 20. Introdução de novos produtos no mercado; 21. Exploração do mercado global; 22. Gestão de longo prazo de uma organização de marketing holístico;

Apêndice; Glossário; Índices;

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Em estratégia inovadora, escola de idiomas radicaliza no cinema

Como chamar a atenção de seu público? Fazer algo inovador e criativo é sempre uma boa forma. A CCBEU, escola de idiomas localizada em Goiânia, resolveu optar por essa linha de raciocínio e fez uma ação para lá de diferente na cidade. 

Para divulgar a sua marca e a importância de saber falar inglês, a empresa montou uma ação de marketing dentro de uma sala de cinema. Nele, antes de começar o filme, foi apresentado um trailer na telona onde, no meio dela, a legenda desaparece propositalmente.

As pessoas que conseguiram entender a mensagem sem legendas e seguiram as orientações do trailer - ficando de pé na frente da telona – ganhavam um ano de cinema grátis.

A intenção era divulgar o curso mostrando a importância de entender outro idioma. No vídeo ainda é destacado: “As grandes oportunidades não virão com legendas”.

Administradores, 20 de março de 2013

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Santa Maria: que horror de gestão

Em 28 de janeiro de 2013, escrevi um breve artigo para o Portal Administração denominado “Santa Maria: que horror de gestão”.

Na tarde desta sexta-feira (22), a Polícia Civil de Santa Maria responsabilizou 28 pessoas sobre a tragédia na boate Kiss, segundo informações do portal G1.

A conclusão

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, na madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, resultou em 241 mortes. O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco. O inquérito policial, que indiciou 16 pessoas criminalmente, conclui que:

- O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso no palco
- As faíscas atingiram a espuma do teto e deram início ao fogo
- O extintor de incêndio do lado do palco não funcionou
- A Kiss apresentava uma série das irregularidades quanto aos alvarás
- Havia superlotação no dia da tragédia, com no mínimo 864 pessoas
- A espuma utilizada para isolamento acústico era inadequada e irregular
- As grades de contenção (guarda-corpos) obstruíram a saída de vítimas
- A casa noturna tinha apenas uma porta de entrada e saída
- Não havia rotas adequadas e sinalizadas de saída em casos de emergência
- As portas tinham menos unidades de passagem do que o necessário
- Não havia exaustão de ar adequada, pois as janelas estavam obstruídas

Destas 28 pessoas, 13 são bombeiros. 2 membros da banda; 2 sócios da boate. Mas existem 9 que cabem a Justiça Militar o poder de investigar e 1 ao Tribunal de Justiça o poder de investigar por improbidade. Leia os detalhes no G1, ao clicar aqui.

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O Rabino Adin Steinsaltz

O Rabino Adin Steinsaltz (Even-Israel) é internacionalmente considerado como um dos grandes acadêmicos e rabinos deste século, bem como do século passado. Conforme foi dito na revista Newsweek, “o folclore judaico é cheio de relatos sobre rabis extraordinários. Provavelmente, nenhum dos que estão vivos até hoje se compara em gênio e influência a Adin Steinstalz, cujos talentos excepcionais como acadêmico, professor, cientista, escritor, místico e crítico social têm atraído discípulos de todas as camadas da sociedade israelense.

Nascido em 1937 em uma família não religiosa, o Rabino estudou na Universidade Hebraica, tornando-se o mais jovem diretor de escola secundária de Israel com a idade de 23 anos.

Ele começou seu trabalho monumental sobre o Talmud em 1965, sob o auspício do Presidente de Israel Zalman Shazar, e o parlamentar do Knesset Kaddish Luz. Agora, 45 anos depois, o Rabino Steinsaltz completou seu 45º volume da tradução e comentário do Talmud em hebraico. Seu comentário também está sendo traduzido e publicado em francês, russo e inglês; também está sendo preparada uma versão em espanhol.

Além do Talmud de Steinsaltz, o Rabino Steinsaltz publicou mais de 50 livros e centenas de artigos sobre misticismo judaico, pensamento religioso, sociologia, biografia e filosofia. Além do Talmud, seus trabalhos mais conhecidos são a “Rosa de Treze Pétalas” (The Thirteen Petal Rose), um livro sobre Cabala; o “Talmud Essencial” (The Essential Talmud), que serve como introdução ao seu trabalho; e “Imagens Bíblicas” (Biblical Images), pequenas apresentações sobre personagens de homens e mulheres da Bíblia. Ele é também autor de um comentário de dez volumes sobre o Tanya.

Em 1985, o Rabino Steinsaltz criou a rede de escola Mekor Chaim em Israel, atraindo alunos de um largo espectro da sociedade israelense. Hoje em dia há mais de 1.000 jovens em sua rede educacional, que começa na pré-escola e se estende até um yeshivat hesder – combinando o serviço no exército de Israel com estudos religiosos – e um yeshivat gavoha de estudos avançados.

O Rabino Steinsaltz viaja com frequência para a antiga União Soviética, tendo fundado ali o Instituto de Estudos Judaicos no CIS, compreendendo a Faculdade Melamedia; Lamed, a organização dos professores judeus; uma rede nacional de programas de educação informal; Judaicaru – um extenso centro de recursos online, e uma editora de livros judaicos.

O Rabino Steinsaltz trabalhou como professor residente na Universidade de Yale, o Instituto para Estudos Avançados em Princeton, Universidade de Columbia e o Woodrow Wilson Center em Washington, D.C. Em 1989, ele recebeu o Prêmio Israel, a maior honraria de seu país, e em 1995 recebeu também a Legion d’Honneur, a Ordem Francesa de Artes e Letras. Em 2002, o Rabino Steinsaltz recebeu o Prêmio em Memória de Zalman Shazar por seu trabalho pioneiro no Talmud.

Ele vive em Jerusalém com sua esposa, três filhos e netos.

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Rabino Adin Steinsaltz, sábio responsável pela tradução do Talmud ao hebraico moderno, ao inglês e ao russo referiu-se à importância dessa obra magistral com as seguintes palavras: “Se a Torá é a pedra fundamental do judaísmo, o Talmud é seu pilar central, que se projeta para o alto baseando-se em seus fundamentos e que sustenta o magnífico conjunto de sua edificação espiritual e intelectual”.
http://www.morasha.com.br/edicoes/ed43/talmud.asp